Mostra Competitiva Nacional


Apresentação


Uma janela que desse visibilidade à produção cinematográfica universitária, e um espaço para troca de idéias e reflexões sobre as dores e delícias de realizar cinema em Escolas. Para dar conta dessas necessidades nasceram então o FBCU e a Mostra Competitiva. Muitos anos e mudanças depois, a Competitiva Nacional transformou-se num dos mais importantes panoramas do cinema jovem brasileiro.


Sempre nos perguntam sobre quais foram os critérios usados na seleção e um provável perfil. Subjetividades à parte, ao longo do processo da seleção, nos deixamos levar pela imensa avalanche de sonhos inscritos. E de peito aberto buscamos a pluralidade de sotaques e narrativas. Certezas e inquietações. O esmero e também o tropeço. Buscamos obras que nos conduzam para além de nossos gostos pessoais. Empenhamos-nos para que a safra de cada edição nos ajude a compor um rico panorama tão aguardado por amigos, por nosso público fiel, e pelos apaixonados por um cinema repleto de potencialidade.


Em nossa 16ª edição, a Mostra Competitiva Nacional apresenta 42 filmes em 6 programas pra lá de instigantes, e convida a embarcarem nessa intensa vivência de filmes, debates, trocas, encontros e reencontros que, para a nossa felicidade, levam um pouquinho do FBCU Brasil afora.


Lembramos ainda que ótimos curtas, que não puderam ser programados na Competitiva, só poderão ser vistos nas sessões da Mostra Informativa. Eles serão apresentados por programas temáticos e os realizadores poderão bater um papo com o público logo após a sessão.


Portanto, dispense os intermediários, descubra os curtas e seja você mesmo o jurado.



Premiação Oficial


Destaque Em Construção Narrativa

Deve apontar o CURTA que melhor utilize os elementos de roteiro, atuação de atores e montagem para contar uma estória ou estruturar uma narração.


Destaque Em Contribuição Artística

CURTA que se destaque estética ou tematicamente em relação aos demais. Este prêmio também pode ser atribuído a uma parte constitutiva de um CURTA (música, cenários, montagem , o diretor, uma fotografia, um plano, o uso da cor, o roteiro, o argumento, uma atuação ou conjunto de atuações, etc..., qualquer elemento visto sob o ponto de vista estético)


Destaque Em Contribuição Técnica

Deve apontar o CURTA tecnicamente mais ousado ou bem acabado. Este prêmio também pode ser atribuído a uma função técnica de um CURTA, julgada a partir do domínio ou controle exibido pelo respectivo técnico na mesma.


Destaque Em Expressão Cultural

Deve apontar o CURTA que tenha como enfoque, referência ou inspiração a cultura, estética ou tradição brasileira ou qualquer manifestação coletiva de povos ou grupos de indivíduos.


Destaque Em Expressão Poética

CURTA que expresse, de maneira plena, a subjetividade de seu autor ou a apresentação de um olhar original sobre a natureza das coisas, dos seres humanos ou da vida.


Destaque Em Pesquisa De Linguagem

Deve apontar o CURTA de maior originalidade em sua estrutura narrativa ou na sua concepção constitutiva. O tema principal destes CURTAS deve ser a linguagem ou ter seu discurso cinematográfico fortemente centrado nela. CURTAS que experimentem e/ou brinquem com a linguagem, com a estética, com a lógica.


Destaque Em Retrato Da Realidade Nacional

Como o próprio nome sugere, deve apontar o CURTA que melhor traduza ou explique socialmente o país, nosso povo, o que pensamos que somos ou as idiossincrasias nacionais.


Destaque Pelo Voto Do Público

Apurado conforme votação da platéia presente ao Festival.



Premiação Paralela


Prêmio ABDEC-RJ


Há mais de 30 anos a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro luta em prol dos interesses de cineastas, buscando sempre o diálogo entre a sociedade civil e as várias instâncias do poder público do Estado. A ABDeC-RJ é também um espaço de convívio, interação e trocas de idéias, por isso marca sua presença nos principais festivais do Rio de Janeiro, dentre os quais o Festival Brasileiro de Cinema Universitário. Este festival desempenha um papel fundamental: é uma janela cinematográfica voltada para um jardim no seu desabrochar. Não por acaso muitos nomes do atual cinema brasileiro começaram a exibir seus primeiros trabalhos aqui. O Prêmio ABDeC-RJ visa ser um estímulo aos nomes que ainda estão por vir.


Júri

Ana Alice de Morais - é produtora de cinema, mostras e festivais. Em 2008 fundou a 3 Moinhos Produções, que conta com diversos trabalhos premiados no Brasil e no exterior, como o curta-metragem “Ensaio de Cinema”, de Allan Ribeiro. Atualmente ocupa do cargo de vice-presidente da ABDeC-RJ.


Camilla Leal - Atua como Produtora e Coordenadora de Produção de Mostras e Festivais de Cinema desde 2008, além de fazer Produção e Produção Executiva em curtas- metragens como “Matinta”, premiado como melhor Som e melhor Atriz no Festival de Brasília de 2010.


Diego Bion - Coordenador e Curador do Cineclube Buraco do Getúlio e um dos responsáveis pela curadoria do 2º IGUACINE - Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu. Foi professor da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu e atualmente é assistente de articulação de rede do Cine Mais Cultura.



Prêmio Cachaça Cinema Clube


Um festival de cinema voltado para o futuro. É assim que o Cachaça Cinema Clube entende o Festival Brasileiro de Cinema Universitário. Durante as suas sessões notamos o desenvolvimento de idéias, o amadurecimento de visões, o refinamento de posições gestadas na academia e, deliciados, renovamos nossas esperanças nas próximas gerações que em muito breve farão o cinema brasileiro. Em 2011 o júri do Cachaça Cinema Clube entregará seu prêmio para os melhores curtas do FBCU, com a certeza que durante esses 9 anos de parceria colhemos muito mais do que sonhamos em oferecer.



Júri Oficial




Paula Alves

Formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Mestra em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas ENCE/IBGE. Diretora e produtora executiva do Femina - Festival Internacional de Cinema Feminino, que acontece desde 2004, no Rio de Janeiro. Foi coordenadora geral do Recine - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, entre 2002 e 2007, no Rio de Janeiro. Trabalhou no Festival Femme Totale, em 2001, Dortmund, Alemanha.Trabalhou em diversos filmes em diferentes funções. Realizou mostras, conferiu palestras e ministrou oficinas em outros festivais de cinema no país. Produtora executiva de diversas mostras audiovisuais, sendo a última: Hou Hsiao-Hsien e o cinema de memórias fragmentadas, Brasilia, Rio de Janeiro e São Paulo, 2010/2011.


Ricardo Pretti

Integrante da produtora cearense Alumbramento, dirigiu quatro longas: “No Lugar Errado” (em fase de finalização), “Os Monstros” (menção especial na seleção oficial do BAFICI 2011), “Estrada para Ythaca” (Vencedor de Tiradentes 2010, exibido no 43º Viennale, 12º Bafici e festivais na Espanha, Rússia, Estônia), todos em parceria com Luiz Pretti, Guto Parente e Pedro Diógenes; e “Rumo”, primeiro longa inteiramente rodado em celular, com exibições hors-concours em cinco cidades do Brasil, com Luiz Pretti. Também atuou como montador de 4 longas: Tempo de Formação”, de Julia De Simone (em fase de finalização), “O Céu sobre os Ombros”, de Sérgio Borges (Melhor Montagem e Filme no Festival de Brasília 2010); “Sábado à Noite”, de Ivo Lopes Araújo e “Testemunha 4”, de Marcelo Grabowsky. Realizou ainda diversos curtas, entre eles “A Amiga Americana” (prêmio aquisição do Canal Brasil), “Sabiaguaba” (Festival de Oberhausen 2007), “Longa Vida ao Cinema Cearense” (Menção Honrosa no Festival Janela Internacional de Cinema).


Sergio Sanz

Documentarista, professor de Arte Dramática e Cinema. É um dos fundadores da Associação Brasileira de Documentaristas – ABD e em 2007 foi eleito seu presidente. Foi, também, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos (SATED) do Rio de Janeiro. Dirigiu o Centro de Tecnologia Audiovisual (CTAV) da Funarte de 1990 a 1995, e novamente no período 2003-2005. Foi diretor do Departamento de Cinema e Vídeo do MINC e por duas vezes a Escola de Teatro Martins Pena. Começou no cinema em 1958 como assistente de direção de Ruy Guerra (“O Cavalo de Oxumaré”, “Os Cafajestes”, “Os Fuzis” e “Os Deuses e os Mortos”), Paulo César Sarraceni (em “Porto das Caixas”), Fernando Coni Campos e Flávio Tambellini. Trabalhou como montador, entre outros, na série “Cantos de Trabalho” de Leon Hirszman, “Cruz e Sousa” de Marcos Farias, “Os Fuzis” e “Os Deuses e os Mortos” de Ruy Guerra. Fotografou “Ladrões de Cinema” de Fernando Coni Campos, um documentário sobre exilados brasileiros no Chile para Glauber Rocha e vários documentários e comerciais. Realizador do premiado longa-metragem “Soldado de Deus” em 2004, sobre o Integralismo no Brasil, dirigiu, entre outros, o longa “Devoção” em 2008, sobre sincretismo religioso, e um especial para TV a cabo (Multishow) sobre Cazuza, além de diversos curtas, dentre eles “Aldeia”, premiado em Oberhausen, e o documentário “São Luiz Dorme ao Som dos Tambores” recentemente concluído.



Alunos Jurados


Julien Guimarães Coelho

Estudante no 5º período do Curso de Cinema - CINETV/PR FAP


Rober Correa

Estudante no 7º período do Curso de Cinema - UFSC


Victoria Visco

Estudante no 8º período do Curso de Cinema - PUC/RJ


Wanderson Guedes

6° período do Curso de Cinema - UNESA/RJ