Apresentação


“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”


Aspas para o genial Glauber Rocha, considerado “pai do cinema novo brasileiro”. Para alguns, louco; para muitos, incompreendido; para outros - como um grupo de estudantes da UFF, USP e FAAP - sua paixão pelo cinema foi compreendida e sua máxima colocada em prática no ano de 1994. Juntos compartilharam idéias e produziram o curta-metragem “Bem-vindo a Sal Grosso”.


Bem a propósito, o filme “Bem-vindo a Sal Grosso” - autoria creditada aos universitários Carlos Sanches, Felipe Whitaker Salles e Malu Dias Marques, das escolas de cinema do Rio de Janeiro e de São Paulo - foi o propulsor para a criação do Festival Brasileiro de Cinema Universitário, em 1995, e do Projeto Sal Grosso, em 2001, como um resgate da bem sucedida experiência de 94.


O Projeto Sal Grosso - a cada ano - produz um curta-metragem para lançamento na edição seguinte do Festival. O filme vencedor de 2010 - “Eu nunca deveria ter voltado”, de Eduardo Morotó, da Estácio de Sá, Rio de Janeiro - será exibido nesta edição que, também, prestigia os nove vencedores dos anos anteriores, com uma retrospectiva de seus filmes.


Bem-vindos, então, à 16ª edição do Festival Brasileiro de Cinema Universitário e à 10ª do Projeto Sal Grosso. Ambos, mantendo suas primícias básicas: ações contínuas e compartilhadas na busca de evolução da cinematografia acadêmica e de divulgação de audiovisuais produzidos nas universidades brasileiras e estrangeiras.


E a importância dessa idéia de propagar a produção acadêmica de audiovisuais ganhou o reconhecimento dos Correios, que mantêm a parceria como um dos patrocinadores do projeto. O Centro Cultural Correios é um dos pontos de exibição dos filmes e de discussão dos rumos do ensino cinematográfico. Um intercâmbio de alunos, ex-alunos, professores e profissionais da área, do Brasil e exterior.


Participem! O Festival é um espaço especialmente dedicado aos que estudam cinema por vocação e àqueles que, incondicionalmente, amam a sétima arte.


CENTRO CULTURAL CORREIOS




A CAIXA Cultural Rio de Janeiro tem a satisfação de sediar pela quarta vez o Festival Brasileiro de Cinema Universitário, panorama da produção universitária brasileira que conta com mais de 350 filmes entre curtas e longas-metragens em sua programação.


O festival vem se configurando como um importante cenário de reflexão e discussão de questões relacionadas a produção cinematográfica universitária brasileira e estrangeira criando um importante espaço para exibição desta produção. Destaca-se também o relevante trabalho de catalogação, difusão e preservação da memória da produção audiovisual universitária brasileira, além de lançar novos nomes, saídos do meio acadêmico, ao rol de notáveis cineastas nacionais.


A CAIXA, uma das empresas que mais investem em cultura no Brasil, sente-se honrada em patrocinar mais essa ação cultural, participando de mais um projeto de grande valor sócio-cultural e proporcionando mais uma mostra de qualidade aos visitantes de seus espaços culturais.


CAIXA ECONÔMICA FEDERAL




A Sabesp não abastece a vida só de água, mas também de cultura. Por isso patrocina diversos projetos nas áreas de literatura, artes plásticas, música, dança, teatro, circo, cinema e preservação de patrimônios culturais. Respeitando a pluralidade cultural brasileira, a Sabesp procura enfatizar a conscientização ambiental, o desenvolvimento sustentado e a memória da sociedade.


Nos últimos anos, foi a empresa do Governo do Estado de São Paulo que mais investiu no Programa de Fomento ao Cinema Paulista, da Secretaria de Estado da Cultura, possibilitando a realização de importantes filmes do nosso cinema.


Para a Sabesp, praticar responsabilidade socioambiental quer dizer respeitar a vida, nas suas mais variadas necessidades. E, entre elas a cultura.


SABESP




O Rio de Janeiro é a capital brasileira que mais investe em audiovisual. A Prefeitura aportou no setor cerca de R$ 37,5 milhões em 2009 e 2010, considerando recursos da RioFilme e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Foram apoiados mais de 80 projetos de produção e lançamento de filmes, realização de mostras e festivais e ampliação do acesso. A RioFilme coordena uma política abrangente e integrada de estímulo ao setor, com o duplo objetivo de promover o desenvolvimento da indústria audiovisual carioca e consolidar a cidade como o principal polo audiovisual da América Latina.


Esta política cobre diversas áreas complementares, como o desenvolvimento, a produção e a distribuição de filmes, séries de TV e outros conteúdos audiovisuais; a realização de eventos setoriais estratégicos, como mostras, mercados, prêmios e exposições; o apoio a projetos de ampliação do acesso da população carioca ao consumo de produtos audiovisuais; e a atração de produções internacionais, incluindo também o apoio ao segmento de serviços audiovisuais da cidade.


A RioFilme tem a honra de patrocinar a edição 2011 do Festival Brasileiro de Cinema Universitário, por meio da linha de Apoio à Produção de Mostras e Festivais da Chamada Pública de Audiovisual 2010/2011. Trata-se do mais importante evento do país voltado para a produção audiovisual gerada no ambiente das universidades e escolas. Assim como a difusão, a formação de platéia e a capacitação, esta produção deve ser estimulada pelo poder público. Esperamos que este evento possa contribuir para isso.


Sérgio Sá Leitão

Diretor-Presidente da RioFilme




Para se fazer e exibir cinema no Brasil, precisa-se muito mais do que esforço físico e intelectual. Por isso, o FBCU resolveu apelar para forças sobrenaturais e evocou a ajuda do deslumbrante, fabuloso, inoxidável, estrambólico, estrogonófico e não menos cabriocárico Pai Zelito para nos ajudar a realizar a 16ª edição do nosso querido Festival.


Destrancando os caminhos, recebemos nada mais, nada menos que 250 curtas, destacamos, não sem lamentar o grande número de coisas boas que ficaram de fora, 42 curtas, que melhor representam o que os estudantes e, consequentemente, os cursos de cinema/audiovisual produziram no último ano. Previu também que muitas polêmicas e calorosos debates tomarão conta dos debates pós-sessão.


As obras, que infelizmente não foram selecionadas, compõem a Mostra Informativa de Curtas, com temas para os mais diversos gostos.


Com seus poderes, enviou mensagens telepáticas para estudantes do mundo todo e recebemos centenas de filmes estrangeiros, de onde selecionamos 30 concorrentes de 25 escolas e 20 países, a Mostra Competitiva Internacional segue exibindo as melhores produções estudantis ao redor do mundo, oriundas das tradicionais escolas de cinema e também dos novos cursos audiovisuais. Agora exclusivamente em São Paulo


Através de sua bola de cristal full HD, nos disse que o futuro do cinema universitário estava cheio de longas, por isso, também nos antecipando ao futuro, criamos o Panorama Internacional de Longas de Escola, programa exclusivo para os paulistas conferirem o que a galera anda fazendo em longa metragem.


Escutando espíritos em Dolby 5.1, nos disse que já era mais do que hora de homenagearmos um dos nossos mais queridos mestres do som. Misturando grande carisma e competência didática e profissional, Eduardo Santos Mendes, professor da ECA/USP e velho conhecido do Festival, nos agraciará com seus comentários sobre a importância de se pensar o som desde a concepção do filme.


Depois de um bom banho de sal grosso, decidimos que já era hora de homenagear um de nossos projetos mais queridos: O Projeto Sal Grosso. Assim, além da exibição do precursor de tudo, Bem Vindo à Sal Grosso, dos nove título já produzidos e da estreia do décimo título, vamos fazer uma mostra, Batizados pelo Sal Grosso, com os curtas que tiveram seus roteiros trabalhados na oficina e que foram realizados depois por méritos de seus roteiristas/diretores.


Pai Zelito nos pediu para não deixar de fora, quem já passou pelo Festival, assim, continuamos com as Mostra Ex-alunos, de curtas e longas, e outras sessões especiais ao longo de nossa programação.


Na mesma consulta, nos disse que precisamos preparar novos espectadores para um maravilhoso futuro audiovisual. Dessa forma, demos continuidade ao projeto especial voltado para a formação de plateias. Em parceria com ONGs, escolas, instituições que participarão das várias sessões espalhadas pelo Festival.


Ainda dentro desse pedido, as crianças poderão ver excelentes curtas nacionais, de alunos e ex-alunos, e internacionais nas Sessões Infantis.


Preocupados também em disseminar o conhecimento audiovisual a todos, o FBCU manterá a bem sucedida Oficina da Captação a Finalização da Imagem da Link Digital e da Fazer Cinema, teremos também uma demonstração do processo de Intermediação Digital na Labo Cine, uma aula com o renomado fotógrafo Mauro Pinheiro e uma Oficina de Produção Executiva para Festivais e Mostras. Pai Zelito não quis nos revelar previamente qual será o décimo primeiro filme do Projeto Sal Grosso, por isso doze roteiros participarão de mais uma oficina do nosso querido projeto.


Ele nos disse que não podemos deixar de fazer uma oferenda aos nossos queridos e antigos parceiros, que nos recebem tão bem em suas casas, a Caixa Cultural e o Centro Cultural Correios.


Por fim, Pai Zelito nos disse que sempre que uma porta se fecha para nós, há sempre outra que nos abre e por isso muita água iria rolar. Assim, damos boas vindas a um novo parceiro, a SABESP, que junto com a Prefeitura de São Paulo, nos proporcionará fazer um belo Festival na terra da garoa. Para tanto faremos trabalhos no Cine SABESP, na Matilha Cultural, no Cine Olido e no CINUSP.


Um ótimo futuro para todos!

A Equipe