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Programação

Mostra Competitiva Nacional

A Competitiva Nacional está toda prosa, completando 15 anos de pura ousadia e muita bravura.

Ao longo desses anos o Festival cresceu e a Mostra mudou bastante, mas seguimos firmes como um grande fórum de exibição, discussão e reflexão da produção audiovisual universitária brasileira.

Com imenso orgulho, desde a 1ª edição, conseguimos transformar esse fórum numa incrível festa, e saber que o FBCU gera a cada edição novas amizades, rende brilhantes encontros e parcerias, faz com que a pesada labuta de levantar um festival de cinema vire peso pluma.

No ano do Jacaré a Mostra Competitiva, sem crocodilagem, presenteará a todos com 46 curtas metragens - sendo 23 estréias! - divididos em 7 programas. Um ótimo palpite para os que anualmente nos acompanham nesta deliciosa maratona reveladora de talentos que hoje estreantes, mas logo ali, um pouco mais à frente já são o futuro do cinema brasileiro.

Lembramos ainda que vários curtas excelentes, que não puderam ser programados na Competitiva, só poderão ser vistos nas sessões da Mostra Informativa. Eles serão apresentados por programas temáticos e os realizadores poderão bater um papo com o público logo após a sessão.

Portanto, dispense os intermediários, descubra os curtas e seja você mesmo o jurado.

JÚRI

Luiz Fernando Goulart

é cineasta, produtor e diretor de TV. Participou de vários projetos emblemáticos do cinema novo: foi assistente de direção no filme Cinco vezes favela (1961), de vários diretores; Ganga Zumba (1963) e A grande cidade (1965), de Carlos Diegues, entre outros; diretor de produção de Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira; A Opinião Pública (1967), de Arnaldo Jabor e Garota de Ipanema (1967), de Leon Hirszman; produtor de Os Herdeiros (1969), de Cacá Diegues e Como vai, vai bem? (1968). Como produtor teatral foi um dos fundadores do Cine Teatro Poeira, em Ipanema, produzindo Tem banana na banda, com atuação de Leila Diniz. No começo dos anos 1970, dirigiu curtas-metragens e, foi ainda produtor-executivo de Cordão de Ouro, de Antonio Carlos Fontoura e Chuvas de Verão, de Diegues. Nos anos 1980, produz os longas documentários Os Anos JK - Uma Trajetória Política (1980) e Jango (1983), de Sílvio Tendler. Ingressa na televisão, como diretor de projetos especiais, realizando programas e série como Globo Educação, Universidade-Indústria, Universidade Viva,Curta Brasil. Foi também o produtor-executivo de Mauá - O Imperador e o Rei (1999), de Sérgio Rezende. Como diretor, realiza e roteiriza os longas-metragens Marília e Marina (1976), adaptado do poema de Vinicius de Moraes, a peça homônima de José Saffioti Filho, A rainha do rádio (1981), o musical Tropclip (1984), e os docs: Angola - Cantos de guerra e liberdade(1989); Mestre Bimba - a capoeira iluminada (2005).

Rubens Machado Jr.

Ensina Teoria e História do Cinema na ECA-USP. Integra desde 1975 a editoria de revistas como Cine-Olho (RJ-SP), Infos Brésil (Paris), praga (SP), Sinopse (SP) e Significação (SP). Outros periódicos em que publicou: Novos Estudos Cebrap, Alceu, Cinemais, Educação & Sociedade, Pós - FAU-USP, Trópico, Folha de S. Paulo (Mais!, Ilustrada, Jornal de Resenhas, Folhetim); na Itália: Oèdipus, Close-Up. Storie della visione; na França: L'Armateur, Episodic, Cahiers du cinéma. Pesquisa o cinema de vanguarda, além da relação cidade-cinema. Foi curador da mostra Marginália 70: o experimentalismo no Super-8 brasileiro, no Itaú Cultural (2001).

Thereza Jessouroun

Iniciou a carreira cinematográfica como continuísta, fotógrafa de cena e assistente de montagem de filmes de ficção. Foi assistente e produtora do documentarista Eduardo Coutinho (1991-1996), e posteriormente, de Helena Solberg, Eduardo Escorel e Silvio Tendler. A partir de 1996, através de sua produtora Kinofilmes, tem produzido e dirigido documentários e institucionais. Produziu documentários para TVs estrangeiras, filmados no Brasil, como BBC, Channel Four, National Geographic, HBO e Discovery Channel. Seus principais documentários são os premiados: Alma de Mulher (48’); Samba (54’); Os Arturos (60’), Vida Severina(52’), Clarita(15’), Fim do Silêncio (52’), exibidos em todos os canais brasileiros e mais de 30 países na Europa e América Latina. Atualmente está lançando seu novo curta “Dois Mundos(15’), captando recursos para o longa-metragem Dezessete Anos Depois, projeto vencedor do Edital da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro de 2008 e finalizando o longa metragem O Coração do Samba .

Giovani Barros

é aluno de Cinema e Audiovisual da UFF (4º período).

Gustavo Peroba

é aluno de Cinema e Vídeo da FTC (7º período).

Marcus Neto

é aluno de Cinema e Vídeo do Centro Universitário UNA 8º período).

Pedro Cortese

é aluno de Audiovisual da USP (3º período)


PREMIAÇÃO


PRÊMIO ABDeC-RJ

Fundada há mais de 30 anos, a ABDeC-RJ representa os cineastas de curta-metragem e documentário no Rio de Janeiro. Este prêmio é um reconhecimento à produção cultural cinematográfica, escolhendo um curta-metragem da competitiva brasileira que receberá o certificado da ABDeC-RJ.

Juri: Carlos Camacho, Thales de Moraes e Walter Fernandes Jr.

PRÊMIO CACHAÇA CINEMA CLUBE

Para muitos o Festival Brasileiro de Cinema Universitário interessa pelo convívio alegre com os amigos. Já outros o freqüentam pela simples cinefilia. Há também os que lá chegam atrás da enorme festa espontânea que é essa reunião de tanta gente brilhante. Para o Cachaça Cinema Clube o FBCU é fantástico por tudo isso e mais. Durante os seus 8 anos de atividades, nosso cineclube se tornou devedor do Festival. É ele que, anualmente, nos revela talentos, nos mostra novidades, nos nutre com achados e, o que talvez seja o mais importante, nos tranquiliza com relação ao futuro.

Em 2010 o Festival Brasileiro de Cinema Universitário faz 15 anos. Para nós do Cachaça, que como ex-alunos da UFF o acompanhamos desde o início, é um privilégio poder mais uma vez ver suas sessões. É ótimo saber que ano após ano para ele voltaremos para entregar o Prêmio Cachaça Cinema Clube.

Longa vida ao FBCU
Cachaça Cinema Clube

PRÊMIO PORTA-CURTAS

É com imensa alegria que o Porta Curtas Petrobras atua mais uma vez em parceria com o FBCU lançando mão do Prêmio Porta Curtas de Aquisição, no valor de R$ 500,00, para um dos filmes exibidos dentro da Mostra Competitiva Nacional!

Ao incorporar parte desta nova safra do cinema nacional ao nosso acervo, desejamos facilitar a acessibilidade e alimentar a portabilidade dos filmes brasileiros de curta duração!

E assim caminhamos, desde agosto de 2002, contabilizando já mais de 12 milhões de exibições online e buscando cada vez mais estreitar o contato direto dos realizadores com a opinião do público!

Parabéns, desde já, a todos os participantes desta 15ª edição do Festival!
Porta-curtas

 

Programação

Mostra Competitiva Internacional

Nos quinze anos do Festival, temos a oitava edição da Mostra Competitiva Internacional. A principal mudança está na inclusão de trabalhos de escolas brasileiras, que competirão com os das estrangeiras pelos prêmios internacionais. Para isso a curadoria teve que fazer parte do comitê de seleção nacional, e tentar definir as obras que pretensamente teriam mais potencial para representar o país em competições internacionais, no Brasil e no exterior.

Apresentamos 30 filmes, de 23 escolas e 18 países, distribuídos por 6 programas de 90 minutos cada. A média de 18 minutos por trabalho denota a escolha por obras com duração suficiente para desenvolver narrativas e demonstrar conhecimentos adquiridos na formação acadêmica. A segurança na direção e excelência técnica em geral sugerem que podem participar de qualquer competição de curtas-metragens mundo afora, o que já é o caso de alguns trabalhos incluídos.

O júri internacional terá trabalho em definir os sete prêmios propostos. Cinco profissionais com origens e formações diferentes, provavelmente gostos cinematográficos próprios. Que encontrem as afinidades e busquem o consenso!

At the fifteenth anniversary of the Festival, we host the eighth edition of the International Competition Showcase. The main change is the inclusion of works from Brazilian schools, which will compete with the ones of the foreign schools for the international awards. For this the curatorship had to take part in the national selection committee, and try to define the works that pretentiously had the most potential to represent the country in international competitions, in Brazil and abroad.

We present 30 films, from 23 schools and 18 countries, distributed through 6 programs of 90 minutes each. The average of 18 minutes per film denotes the choice for works with sufficient time to develop narratives and show the knowledge acquired in the academy. The security of the direction and technical excellence in general suggest they can participate in any short film competition around the world, which is already the case with some of the included works.

The international jury will have a hard time to define the seven proposed awards. Five professionals with different origins and backgrounds, probably with film taste of their own. May them find affinities and search for consensus!

Júri/Jury

Agustina Abertman

Realizou a Licenciatura em Direção Cinematográfica na Universidad del Cine, onde trabalha na área da Secretaria de Extensão, desde 2004; é diretora executiva do Festival Internacional de Escuelas de Cine (FIEC) e programadora e organizadora geral do Talent Campus Buenos Aires (TCBA). Dirigiu vários curtas-metragens e trabalhou em diversos longas-metragens nas áreas de roteiro, direção, produção e arte. Atualmente ministra um curso de Roteiro e Encenação no Centro de Formación Continua y Producción (CEFOPRO), parte do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA) e escreve seu primeiro longa-metragem.

She completed her BA in Film Directing at Universidad del Cine, where she works in the area of International Affairs, since 2004; she is Executive Director of the International Schools Film Festival (FIEC) and programmer and general organizer of the Buenos Aires Talent Campus (TCBA). She directed various short films and worked on several feature films in the areas of script, direction, production and art. Currently, she teaches a workshop on Script and Staging at Centro de Formación Continua y Producción (CEFOPRO), part of Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA) and is writing her first feature film.

Bodil Marie Stavning Thomsen

Professora Associada de Cultura e Mídia do Departamento de Estudos Escandinavos da Universidade de Aarhus desde 1998. PhD em Estudos Culturais, dissertação sobre Divas do Cinema 1920-40, AU, 1994. Líder de projeto do NordPlus mobilidade de ensino superior (tema: Globalização, o Norte e as formas de arte) envolvendo as universidades de Oslo, Estocolmo, Trondheim, Aarhus e a Academia de Arte de Helsinki. Autora de mais de 100 publicações em Dinamarquês, Norueguês, Sueco, Finlandês, Português e Inglês.

Associate Professor in Culture and Media at The Department for Scandinavian Studies, Aarhus University from 1998. PhD in Cultural Studies, dissertation on Film Diva's 1920-40, AU, 1994. Project leader of NordPlus higher education mobility (theme: Globalization, the North and the forms of art) involving the universities of Oslo, Stockholm, Trondheim, Aarhus and the Art Academy of Helsinki. Author of more than 100 publications in Danish, Norwegian, Swedish, Finnish, Portuguese and English.

Fernanda Taddei

Formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense, iniciou sua carreira em 2003 como monitora voluntária do FBCU, festival no qual trabalhou também de 2004 a 2006 como Programadora Assistente Internacional. Desde 2007 é Coordenadora da Programação Internacional do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema. Esteve nos júris da Competição Nacional de Curtas do 1o Janela Internacional de Cinema do Recife em 2008 e da mostra Cine del Futuro do Festival de Cine Independiente de Buenos Aires - BAFICI, em 2009. Está feliz por integrar o júri desta competição.

Graduated in Film Studies for Universidade Federal Fluminense, iniciated her career in 2003 as a voluntary intern of the Brazilian Student Film Festival, where she also worked from 2004 to 2006 as International Assistant Programmer. Since 2007 is the International Programming Coordinator of the Rio de Janeiro International Short Film Festival - Curta Cinema. Was on the jury of the National Shorts Competition of the 1st Janela International Film Festival of Recife in 2008 and of the Cine del Futuro showcase of the Buenos Aires Independent Film Festival - BAFICI, in 2009. Is happy to take part in the jury of this competition.

Jacobine van der Vloed

Obteve o Mestrado em História Cultural pela Universidade de Utrecht em 2002. Já trabalhou para diversos festivais e começou a trabalhar no Festival Internacional de Cinema de Roterdã em 2005. Desde abril de 2007, é Coordenadora Sênior do CineMart & Rotterdam Lab. Também está no comitê de seleção do Fundo Hubert Bals do Festival de Roterdã, e no comitê de seleção de curtas-metragens do Rotterdam Media Fund.

Obtained a Masters Degree in Cultural History (University of Utrecht) in 2002. She has worked for several festivals and started working at the International Film Festival Rotterdam in 2005. Since April 2007, she is Senior Coordinator CineMart & Rotterdam Lab. She is also on the selection committee of the Hubert Bals Fund of the Rotterdam Film Festival and on the short film selection committee of the Rotterdam Media Fund.

Joana Macedo

Começou a trabalhar na Synapse em 1997 como estagiária e mais tarde se tornou responsável pelo atendimento a muitos distribuidores internacionais. Foi responsável pela distribuição internacional de programas brasileiros (curtas-metragens, filmes e documentários) para TVs no mundo todo e pela aquisição de curtas-metragens europeus para o Eurochannel. Em 2000, ainda na Synapse, ficou responsável também pela seleção e aquisição de curtas-metragens para o site Porta-Curtas (www.portacurtas.com.br). Atualmente trabalha na área de programação no canal Multishow, selecionando conteúdo internacional para o Multishow e Multishow HD.

Started working for Synapse as a trainee in 1997 and later became responsible for dealing with many international distributors. Was responsible for the international distribution of Brazilian programs (short films, feature films and documentaries) for TVs worldwide and for the acquisition of European short films for Eurochannel. In 2000, still at Synapse, was responsible also for the selection and acquisition of short films for Porta-Curtas website (www.portacurtas.com.br). Nowadays works in the programming crew of Multishow channel, selecting international content for Multishow & Multishow HD.

PROGRAMA 1 (91 min)

Terça, 3 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1
Sexta, 6 de agosto, 18:00
CAIXA CULTURAL, CINE 2

Ohhoo sesi

Às 3 da tarde
At 3 p.m.
DVD, 2009, Cor/Color, 24min, Coréia do Sul/South Korea

Um dia num velho cinema e sua vizinhança, numa pequena cidade, na Coréia do Sul.

A day of an old movie theater and its neighborhood, in a small town, in South Korea.

Direção e Fotografia/Direction & Cinematography: Kim Jigon. Câmera, Montagem/Câmera, Editing: Oh Minwook, Park Joonho. Som/Sound: GohTaeyoung. Escola/School: Busan Dongeui University (BDU)

Contato/Contact:
Jigon Kim
gons486@gmail.com

Echo

Eco
MiniDV, 2009, Cor/Color, 14min, Polônia/Poland

Dois rapazes assassinaram uma jovem. Através da reconstrução do crime e conhecendo a família da vítima, eles agora têm que se aliviar do crime brutal que cometeram e confrontar os sentimentos que sentiram e ainda sentem.
Two boys have murdered a young girl. Through crime reconstruction and meeting the family of the victim they now have to relive the brutal crime they committed and confront the feelings they felt and still feel.

Direção e Roteiro/Direction & Script: Magnus von Horn. Fotografia/Cinematography: Malgorzata Szylak. Técnico de Som/Sound: Michal Robaczewski. Montagem/Editing: Boguslawa Furga. Direção de Arte/Art Direction: Karolina Fandrejewska-Ochnio. Elenco/Cast: Radomir Rospondek, Marek Kossakowski. Escola/School: Panstwowa Wyzsza Skola Filmowa (PWSFTviT)

Premiação/Awards: Segundo Prêmio, Festival de Cracóvia, Pol6onia 2009; Prêmio Onda Curta RTP2, Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, Portugal 2009; Menção Honrosa para Ator, Terceiro Prêmio na Competição de Filmes da CILECT, Festival Internacional de Curtas de Drama, Grécia 2009; Grande Prêmio, Melhor Fotografia, Festival Estudantil Beginning de São Petersburgo, Rússia 2009; Melhor Ficção, Festival Internacional de Curtas de Lille, França 2009; Segundo Prêmio, Alcine Festival de Cinema de Alcalá de Henares, Espanha 2009; Grande Prêmio, Festival de Cinema Tous Courts de Aix-en Provence, França 2009; Melhor Filme, Festival Estudantil de Munique, Alemanha 2010; Grande Prêmio e Melhor Ator, Festival Cinemaiubit de Bucareste, Romênia 2010/Second Prize Srebrny Lajkonik, Krakow Film Festival, Poland 2009; Onda Curta Award RTP2, Vila do Conde ISFF, Portugal 2009; Special Mention, Third Prize CILECT Film Competition, Drama Short Film Festival, Greece 2009; Grand Prix, Best Cinematography, St.Petersburg Beginning Student Film Festival, Russia 2009; Fiction Film Prize, Lille Short Film Festival, France 2009; Second Prize, Alcine Film Festival of Alcala de Henares, Spain 2009; Grand Prix, Tous Courts Film Festival of Aix-en-Provence, France 2009; Best Film Award, Munich Student Film Festival, Germany 2010; Grand Prize, Best Actor, Cinemaiubit Festival of Bucharest, Romania 2010

Contato/Contact:

Andrzej Bednarek
Tel: 48 42 275 5820
swzfilm@filmschool.lodz.pl

Noche Adentro

Noite Adentro
Night Inside

DVD, 2009, Cor/Color, 18 min, Argentina

Os recém-noivados já deixaram a festa onde os convidados ainda dançam. A noiva sangrou até a morte e o noivo carrega seu corpo. Ele a arrasta escada abaixo e através de um longo corredor, até que caem. Na margem, o noivo a dá ao rio, flutuando num barco.

The newlyweds have already left the party where the guests are still dancing. The bride has bled to death and the groom carries her body. He drags her down the stairs and along a long corridor untill they fall down. At the shore, the groom gives her away to the river, floating in a boat.

Direção, Roteiro/Direction, Script: Pablo Lamar. Produção/Production: Gabriela Cueto. Fotografia/Cinematography: Paolo Girón. Som/Sound: Nicolás Torchinsky. Direção de Arte/Art Direction: Mauricio Rial Banti. Montagem/Editing: Felipe Gálvez Haberle. Música/Music: Teodoro Vidal Díaz, Bonifacio Román. Elenco/Cast: Ruth Mariela Ferreira Delgado, Arturo Derlys Arellano González. Escola/School: FUC-Universidad del Cine

Contato/Contact:

Universidad del Cine
Tel: 54 11 4300 1413
www.ucine.edu.ar

 

Homem-ave
Birdman

DVD, 2010, P&B/B&W, 7min, Brasil/Brazil
 

As vertigens na paisagem urbana levam o Homem-ave de volta às suas origens, numa metáfora sobre a vida. “Homem-ave” é um filme a partir do universo poético do cantor Ney Matogrosso e dos poemas de Cassiano Ricardo.

The vertigos in the urban landscape take the Birdman back to his origins, in a metaphor about life cycles. "Birdman" is a film from the poetic nature of Brazilian singer Ney Matogrosso and the poems of Cassiano Ricardo.

 

Direção, Montagem/Direction, Editing: Rafael Saar. Roteiro/Script: Rafael Saar, Bernardo Canto. Produção/Production: Mateus Nagime, Rafael Saar. Fotografia/Cinematography: Bernardo Canto. Direção de Arte/Art Direction: André Von Schimonsky. Sound-Design/Desenho de som: Thiago Sobral. Música/Music: Luhli. Elenco/Cast: David Cunha, Ney Matogrosso. Escola/School: Universidade Federal Fluminense (UFF)

 

Contato/Contact:
Rafael Saar da Costa
R. Gal. Pereira da Silva, 18/402
Niterói, RJ, Brasil 24220-031
Tel.: 55 21 8296 0520 / 2622 8402

 

Efecto Dominó

Efeito Dominó
Domino Effect
DVD, 2010, Cor/Color, 27min, Alemanha-Cuba/Germany-Cuba

À noite num bairro de Havana. Alguns homens jogam dominó, enquanto as mulheres passam o tempo fofocando. Do nada, um homem acha a neta de Mercedes e Ramón num parque ao lado. Parece que foi estuprada. A situação escala, quando tendências machistas são incitadas ao ponto em que um culpado deve ser encontrado a qualquer custo.
Nighttime in a quarter of Havana. A couple of men are playing a game of dominos while the women pass the time gossiping. Out of the blue, a man finds the granddaughter of Mercedes and Ramón at a park close by. It looks like she's been raped. The situation escalates, as chauvinist tendencies are incited to the point that a culprit must be found at any cost.

Direção e Produção/Direction & Production: Gabriel Gauchet. Roteiro/Script: Gabriel Gauchet, Francisco García González. Fotografia e Câmera/Cinematography & Camera: Christiane Buchmann. Técnico de Som/Sound: Gustavo Fioravante. Montagem/Editing: Manuel Iglesias & Leopoldo Nakata. Direção de Arte/Art Direction: Niels de Rosario Bermúdez. Música/Music: Marc Hupfeld. Elenco/Cast: Alina Rodríguez, Enrique Molina, Luis Alberto García, Yoset Puentes, Violena Isabel Ampudia, Samuel Claxton, Edwin Fernández, Mirella Chapman, Jorge Ali, Escola/School: Kunsthochschule für Medien Köln (KHM)/Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños (EICTV)
 

Contato/Contact:
Gabriel Gauchet
Rathenauplatz 22, 50674
Cologne, Germany
Tel: 49 177 871 97 65 


Premiação/Awards: Prêmio da Juventude, Festival Internacional de Curtas de Clermont-Ferrand, França 2010/Youth Prize, Clermont-Ferrand International Shorts Festival, France 2010

 

 

PROGRAMA 2 (91 min)
Terça, 3 de agosto, 18:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1
Sexta, 6 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1

 

Diploma
DVD, 2009, Cor/Color, 22min, Israel

 

Hebron. Noite do assentamento judaico Masquerade. Samer, 15, insiste em levar sua irmã mais velha Ayat pra receber seu diploma na universidade Palestina. Andando pelos telhados da cidade eles têm que evitar colonos, o exército e os curiosos repórteres de notícias estrangeiros.

Hebron. The night of the Jewish settlement Masquerade. 15 year old Samer insists on taking his older sister Ayat to collect her diploma from the Palestinian university. Walking through the city rooftops and side narrow allies they must avoid the settlers, the army and the curious foreign news reporters.

Direção e Roteiro/Direction and Script: Yaelle Kayam. Produção/Production: Tal Siano. Fotografia/Cinematography: Ziv Berkovich. Técnico de Som/Sound: Aviram Vilensky. Montagem/Editing: Or Ben David; Elenco/Cast: Osama Arbiaa, Youssra Barakat, Escola/School: Sam Spiegel Film & Television School Jerusalem
 

Contato/Contact:
Dana Shahar

Sam Spiegel Film & Television School Jerusalem

Tel: 972 2 6731950
www.jsfs.co.il

 

Premiação/Awards:

Terceiro Prêmio do Cinéfondation, Festival de Cannes, França 2009/Third Prize of the Cinéfondation, Cannes Film Festival, France 2009

 

Vivan Los Novios

Three Cheers for the Bride and Groom
DVCam, 2008, Cor/Color, 12min, Argentina
 

Durante a cerimônia de casamento o noivo está atrasado. Isso inicia uma briga entre as duas famílias.

During the wedding ceremony the groom is delayed. This will start a fight between the two families.

Direção/Direction: Julia Olivares. Roteiro/Script: Mariana Mitre. Fotografia/Cinematography: Matias Farber. Produção/Production: Daniela Magnus. Direção de Arte/Art Direction: Lucila Guazzoni. Som/Sound: Clota Leticia Villegas Carusso, Josè Tapia Garzón. Montagem/Editing: Abalen Najle, Juan Sturgeon. Escola/School: Escuela Nacional de Experimentación y Realización Cinematográfica (ENERC)

 

Contato/Contact:
Laura Keegan

 

Julia Olivares

julinaolivares@yahoo.com.ar
 

O Capitão Chamava Carlos

The Captain Called Carlos
35mm, 2010, Cor/Color, 19min, Brasil/Brazil

Uma noite na vida de um torturador.
A night in the life of a torturer.


Direção, Roteiro e Montagem/Direction, Script & Editing: Andradina Azevedo, Dida Andrade. Produção/Production: João Batista Schnorr, Paulo Cuenca. Fotografia e Câmera/Cinematography & Camera: Pepe Mendes. Técnico de Som/Sound: Marcelo Lima. Edição de Som/Sound Editing: Carlos Paes. Direção de Arte/Art Direction: Pou Didley, A.F.L., Rodrigo "Pizza" Levy. Elenco/Cast: Danilo Grangheia, Nelson Baskerville, Dagoberto Feliz. Escola/School: Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) 

Contato/Contact: 

Dida Andrade

Tel: 55 11 7741 5750 

 

Zeitriss
Ruptura do Tempo

Time Break
DVD, 2009, Cor e PB/Color & B&W, 11min, Alemanha/Germany

Na sala de estar uma mulher senta ao lado de um homem e diz nada. É o fim, e ao mesmo tempo é o começo de uma transformação na lógica das coisas, dissolvendo para uma experiência física de luz, som e movimento.
In the living room a woman sits down next to a man and says nothing. It is the end, and at the same time it is the beginning of a transformation in the logic of things, dissolving into a physical experience of light, sound and movement.

Direção, Roteiro e Montagem/Direction, Script and Editing: Quimu Casalprim i Suárez. Fotografia/Cinematography: Rasmus Sievers. Elenco/Cast: Heike Trinker, Klaus Nierhoff. Escola/School: Kunsthochschule für Medien Köln (KHM)
 

Contato/Contact:
Oliver Filser

Festival Office - Print Manager

Tel: 49 221 201 89 206

 

Bingo
DVD, 2009, Cor e P&B/Color & B&W, 28min, Holanda/Netherlands


Bingo é um jovem cigano da Moldávia que foi pra Holanda à procura de uma vida melhor. Pra sobreviver como imigrante ilegal, trabalha para uma companhia de demolição junto com o russo Sergei e o checheno Umar. Apesar das circunstâncias difíceis, Bingo mantém seu senso de humor e otimismo.
Bingo is a young gypsy from Moldova who came to Holland in search of a better life. In order to survive as an illegal immigrant he works for a demolition company together with Russian Sergei and Chechen Umar. Despite the hard circumstances Bingo maintains his sense of humour and optimism.

Direção e Roteiro/Direction & Script: Timur Ismailov. Produção/Production: Maarten van der Ven. Fotografia e Câmera/Cinematography & Camera: Lennart Verstegen. Técnico de Som/Sound: Evelien van der Molen. Montagem/Editing: Annelotte Medema. Direção de Arte/Art Direction: Sara van Eerden & Wietske van den Bout. Música/Music: Sergiu Voloc. Elenco/Cast: Sergiu Voloc, Dimitri Bilov, Mark Zak. Escola/School: Nederlandse Film en Televisie Academie (NFTA)

Premiação/Awards: Prêmio Tuschinski (Melhor Filme Estudantil Holandês), Festival de Cinema dos Países Baixos, Holanda 2009; Melhor Direção, Festival de Curtas ArtKino, Rússia 2009; Prêmio Especial do Júri Estudantil, Prêmio do Público, Festival Estudantil da VGIK, Rússia 2009; Melhor Filme, Festival Scenecs, Holanda 2009; Grande Prêmio, Festival Alter-Native, Espanha 2009, Menção Honrosa do Júri, Festival Sleepwalkers de Tallinn, Estônia 2009; Melhor Curta, Festival de Gijon, Espanha 2009; Prêmio Golden Lion, Festival Estudantil de Taipei, Taiwan 2009; Prêmio Cinecourts, Festival Premiers Plans de Angers, França 2010; Concorrente Holandês ao Oscar Estudantil, EUA 2010; Prêmio do Público, Festival Itinerante My Europe 2010/Tuschinski Award (Best Dutch Student Film), Netherlands Film Festival, Netherlands 2009; Best Director, ArtKino Russian Festival of Short Films, Russia 2009; Special Prize of Students Jury, Audience Award, VGIK IFFSF Moscow, Russia 2009; Best Film, Scenecs IFF, Netherlands 2009; Grand Prix, Alter-Native IFFSF, Spain 2009; Special Mention of the Jury, Tallinn Sleepwalkers IFFSF, Estonia 2009; Best Short, Gijon IFF, Spain 2009; Golden Lion Award Taipei IFFSF, Taiwan 2009; Cinecourts Award, Festival d'Angers Premiers Plans, France 2010; Dutch entry for Student Oscars, USA 2010; Audience Award, My Europe Traveling Film Festival 2010

 

Contato/Contact:

Timur Ismailov
Tel: 31 0 6 14896856
www.bingothemovie.nl

 

Marion Slewe
Tel: 020 527 7392 

m.slewe@ahk.nl
www.filmacademie.nl

 

PROGRAMA 3 (91 min)
Quarta, 4 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1
Sábado, 7 de agosto, 18:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1

 

Birds Get Vertigo Too
Pássaros Também Sentem Vertigem

DVD, 2009, Cor/Color, 20min, França/France.
 

Barnz e Shaena vivem juntos num circo ambulante galês, onde Shaena faz acrobacias aéreas num anel de metal, com Barnz como seu contrapeso. Um depende do outro, no palco e fora. O show está prestes a continuar...mas, às vezes, pássaros também sentem vertigem.

Barnz and Shaena live toghether in a Welsh travelling circus, where Shaena performs aerial acrobatics on a metal ring with Barnz as her counterweight. Each depends on the other, both onstage and off. The show is about to go on… but sometimes, birds get vertigo too.

Direção, Fotografia/Direction,Cinematography: Sarah Cunnigham. Montagem/Editing: Pascale Hannoyer. Som/Sound: Matthieu Perrot. Edição de som/Sound Editing: Julie Roué. Elenco/Cast: Barnz Munn, Shaena Brandel. Produção/Production: Mathilde Wagman. Escola/School: La Fémis.

 

Contato/Contact:
Géraldine Amgar
Festival Office Manager
Tel: 33 01 5341 2116

 

Mira

HD, 2009, P&B/B&W, 12min, Brasil/Brazil

 

O vazio como significado.
The emptiness as meaning.

 

Direção e Roteiro.Direction & Script: Gregorio Graziosi. Produção/Production: Juliana Almoualém. Fotografia e Câmera/Cinematography & Camera: Bruno Gobbo, Gregorio Graziosi. Técnico de Som e Edição de Som/Sound Technician & Sound Editing: Ricardo Namour, Andre Bertran. Montagem/Editing: Gabriel Mello. Elenco/Cast: Julio Andrade, Tainá Muller. Escola/School: Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) 

 

Premiação/Awards: Premio Sangue Novo, Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, Portugal 2009; Seleção Oficial para os festivais de Locarno (Suíça 2009), Clermont Ferrand (França 2010) e Hong Kong (China 2010)/Sangue Novo Award, Portuguese-Brazilian Film Festival of Santa Maria da Feira, Portugal 2009; Official Selection for Locarno Film Festival (Switzerland 2009), Clermont-Ferrand International Shorts Festival (France 2010) & Hong Kong Film Festival (China 2010)


Contato/Contact: 
Gregorio Graziosi
Tel: 55 11 9449 3595

graziosigregorio@gmail.com
 

The Multitude is Feverish
A Multidão é Febril

DVD, 2010, Cor/Color, 18min, Alemanha/Germany

 

O filme-baseado-em-diário se revela um retrato poeticamente agudo de uma pessoa andrógina, que perde seu voo de conexão "por nenhuma razão em particular". Fluidamente trocando entre várias perspectivas, estilos e tempos narrativos, as margens entre subjetividade e objetividade se tornam obsoletas como as entre o mundo interior e exterior. Enquanto ela vagueia pelas ruas, mergulhamos nas múltiplas facetas de sua personalidade e temos sugestões de suas contradições, esforços e desejos, que podem se encontrar dentro de uma pessoa.

The diary-based film reveals itself as a poetically sharp portrait of a gender-blurring person who purposely misses her connecting flight “for no particular reason”. Fluidly shifting between various perspectives, styles and time stages, the borders between subjectivity and objectivity become as obsolete as those between inner and outer world. As she is wandering through the city we dive into the multilayered facets of a personality and get hints of the contradictions, struggles and desires that can lie within a person.

 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Vika Kirchenbauer. Assistente Direção/Assistant Direction: Martin Sulzer. Produção/Production: Elisa Koschmieder. Fotografia/Cinematography: Smina Bluth. Som/Sound: Paula Sell. Música/Music: Alistair Paxton. Montagem/Editing: Lena Hatebur. Elenco/Cast: Doireann O’malley, Trixi Klo, Karsten Antonio Mielke. Escola/School: Hochschule für Film und Fernsehen “Konrad Wolf” Potsdam-Babelsberg

 

Contato/Contact:

Cristina Marx, Festivals & Distribution
Hochschule für Film und Fernsehen “Konrad Wolf” Potsdam-Babelsberg

Marlene-Dietrich-Allee 11
D-14482 Potsdam-Babelsberg, Germany
Tel: 49 331 6202 564
distribution@hff-potsdam.de
www.hff-potsdam.de

 

Los Minutos, Las Horas
Os Minutos, As Horas
The Minutes, The Hours

35mm, 2009, Cor/Color, 11min, Cuba

 

Yoli sempre morou com sua mãe num bairro humilde de Havana. Até que um dia, um rapaz lhe convida a sair e Yoli decide esperá-lo, tentando mudar sua rotina, mesmo que seja por um dia.

Yoli has always lived with her mom in a poor neighborhood of Havana. When a guy asks her out, she decides to wait for him and try to change her routine, even if it´s just for one day.

 

Direção/Direction: Janaina Marques; Roteiro/Script: Pablo Arellano e Janaina Marques. Elenco/Cast: Laura de La Luz, Xiomara Palacio. Produção/Production: Johanne Gómez. Câmera/Cinematography and Camera: Julio César Costantini. Técnico de Som/Sound: Raynier Hinojosa. Montagem/Editing: Ariel Escalante Meza. Direção de Arte/Art Direction: Erick Grass. Elenco/Cast: Laura de la Uz, Xiomara Palacio. Escola/School: Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños (EICTV)

 

Contato/Contact:
Janaina Marques Ribeiro

Tel: 53 47 38 31 52
jana.ribeiro@ymail.com

 

Premiação/Awards:
Menção Especial do Júri, Festival del Nuevo Cine Latino Americano de La Habana, Cuba 2009; Melhor Curta-Metragem dirigido por mulher, Festival Internacional de Cine Pobre Humberto Solás, Cuba 2009; Seleção pro Cinéfondation, Festival de Cannes, França 2010/Special Mention of the Jury, Havana Film Festival, Cuba 2009; Best Short Film directed by women, Humberto Solás Film Festival, Cuba 2009; Selected for the Cinéfondation, Cannes Film Festival, France 2010

 

Goodbye
Adeus

DVD, 2008, Cor/Color, 31min, China

 

Li Xin visita pela primeira vez Nanjing, cidade natal de sua recém-falecida amiga, Lin Xi. Ela sofre um acidente. A polícia localiza os pais de Lin Xi, a quem ela não conhece, para pedir ajuda. Agora, ela se hospeda com eles enquanto se recupera.

Li Xin visits Nanjing, her late close friend Lin Xi’s hometown for the first time. She is injured in an accident. The police locate Lin Xi’s parents, whom she has never met, for help. She is now staying with them to recover.


Direção, Roteiro, Montagem, Direção de Arte/Direction, Script, Editing, Art Direction: Song Fang. Fotografia/Cinematography: Xie Zhuo Liang. Som/Sound: Qi Yu Fefi. Elenco/Cast: Song Di Jing, Tian Lei, Ye Yu Zhu. Escola/School: Beijing Film Academy (BFA)

 

Contato/Contact:

Beijing Film Academy   

www.bfa.edu.cn
xwfilm.2008red.com

 

Premiação/Awards:

Segundo Prêmio do Cinéfondation, Festival de Cannes, França 2009/Second Prize of the Cinéfondation, Cannes Film Festival, France 2009

 

PROGRAMA 4 (91 min)
Quarta, 4 de agosto, 18:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1
Sábado, 7 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1

 

Bába

35mm, 2008, Cor/Color, 21min, República Tcheca/Czech Republic

 

Mamãe não me perguntou nada. Ela apenas trouxe a vovó. Agora, ela se deita no meio do meu quarto. E tenho que cuidar dela. O tempo todo.

Mom didn't ask me anything. She just took granny in. Now she's lays in the middle of my room. And I have to take care of her. All the time. 

 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Zuzana Kirchnerová. Fotografia/Cinematography: Lukáš Hyksa. Direção de Arte/Art Direction: Ivana Kanhauserová. Música/Music: Lenka Mikulová. Montagem/Editing: Simon Spidla. Som/Sound: Lenka mikulová, Martin Zeníšek, Martin Jílek. Elenco/Cast: Marie Soposká, Eva Pokorná, Miluše Splechtová, Onřej Havel. Escola/School: Filmová a Televizní Fakulta Akademie Muickych Umìní v Praze (FAMU)

 

Contato/Contact:
Zuzana Špidlová

Tel: 420 775 133 134

zuzana.spidlova@gmail.com

 

STUDIO FAMU

Tel: 420 20561671

 

Premiação/Awards:

Primeiro Prêmio do Cinéfondation, Festival de Cannes, França 2009/First Prize of the Cinéfondation, Cannes Film Festival, France 2009

 

Cerimônia
Ceremony

DVD, 2010, Cor/Color, 15min, Brasil/Brazil

 

Mariana, uma garotinha de 8 anos, é levada às pressas para o velório de sua tia Helena, que faleceu precocemente. A família está em luto, e não há espaço para as crianças dentro dos tradicionais rituais católicos. Mariana precisa descobrir sozinha como lidar com a morte e expressar sua dor.

Mariana, an eight-year-old little girl, is taken to the mourning ceremony of her aunt Helena, who passed away precociously. The family mourns, and there's no space for children in the traditional Cacholic rituals. Mariana needs to discover how to deal with death and express her pain alone.

 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Francine Barbosa. Produção/Production: Mariana Lafratta. Fotografia/Cinematography: Bruno Risas Rodrigues. Direção de Arte/Art Direction: Thaise Oliveira. Som/Sound: Marina Bruno, Pedro Jorge, Diogo Cronomberger, Rafael Alves Ribeiro. Escola/School: Universidade Anhembi-Morumbi

 

Contato/Contact:

Francine Barbosa
Tel: 55 11 8267 7043

 

Tam Gdzie Slonce Sie Nie Spieszy
Onde o Sol não se Apressa

Where The Sun Doesn't Rush
MiniDV, 2009, Cor/Color, 18min, Polônia/Poland

Uma vilarejo no meio do nada onde pessoas comuns vivem seu dia-a-dia. O tempo parece estar parado e a vida é suspensa em algum lugar entre natureza, amor, e eventualmente morte.
A small village in the middle of nowhere where ordinary people live their lives day in day out. Time seems to stay still and life is suspended somewhere between nature, love, and eventually death.

Direção e Roteiro/Direction & Script: Matej Bobrik. Fotografia/Cinematography: Artur Sienicki. Técnico de Som/Sound: Lucyna Wielopolska. Montagem/Editing: Barbara Snarska. Escola/School: Panstwowa Wyzsza Skola Filmowa (PWSFTviT)
 

Contato/Contact:

Andrzej Bednarek
Tel: 4842 2755820
swzfilm@filmschool.lodz.pl

 

Premiação/Awards: Primeiro Prêmio, Festival Estudantil "Lodzia po Wisle" de Varsóvia, Polônia 2009; KANewka de Prata para Documentário, Festival KAN de Wroclaw, Polônia 2009; Prêmio Maciej Szumowski, Festival de Cracóvia, Polônia 2009; Melhor Documentário, Festival Estudantil Beginning de São Petersburgo, Rússia 2009; Primeiro Prêmio, Festival Estudantil Mediaschool de Lodz, Polônia 2010/ First Prize, "Lodzia po Wisle" Student Film Festival, Poland 2009; Silver KANewka for Documentary, KAN Festival of Wroclaw, Poland 2009; Prize of Maciej Szumowski, Krakow Film Festival, Poland 2009; Best Documentary, Beginning Student Film Festival of St.Petersburg, Russia 2009; First Prize, Mediaschool Student Film Festival of Lodz, Poland 2010

 

Cronología
Cronologia

Chronology
DVD, 2009, Cor/Color, 10min, Alemanha/Germany
 

Direção, Roteiro, Montagem/Direction, Script, Editing: Rosana Cuellar. Som/Sound: Sebastian Meyer. Edição de Som/Sound Editing: Sebastian Meyer, Silvio Naumann. Música/Music: Sebastian Meyer, Marlene Denningmann, Sophia Kennedy. Voz/Voices: Sebastian Meyer, Wim Wenders, Rosana Cuellar. Escola/School: Hochschule für bildende Künste (HfbK)

 

Contato/Contact:
Rosana Cuellar
Tel: 49 17681014827

 

Helena Wittmann

Studentische Hilfskraft/Organisation Festivalbetreuung

Tel.: 49 40 428 989 446

 

Jau puiku, tik dar siek tiek...
Seria esplêndido, porém...

It would be splendid, yet...

DVD, 2009, Cor/Color, 28min, Lituânia/Lithuania.

1992, a Lituânia é independente. A operária Danguole ganha um prêmio especial. Sua família é intitulada a dar boas-vindas a um fotógrafo de imprensa americano e representar a Nova Lituânia em sua reportagem.

1992, Lithuania is independent. A factory worker Danguole wins a special prize. Her family is entitled to welcome an American press-photographer to represent the New Lithuania in his reportage.
 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Lina Luzyte. Produção/Production: Kestutis Drazdauskas. Fotografia/Cinematography: Feliksas Abrukauskas. Técnico de Som/Sound: Algis Apanavicius. Montagem/Editing: Domas Kilciauskas. Direção de Arte/Art Direction: Jurgita Gerdvilaite. Música/Music: Linas Rimsa. Elenco/Cast: Gabija Ryskuviene, Rytis Saladzius, Rimante Valiukaite, Andrius Paulavicius, Domas Pirstelis. Escola/School: Lietuvos Muzikos ir Teatro Akademija (LMTA)
 

Contato/Contact:
Asta Valciukaite
Tel: 370 5 264 3054
asta.v@artbox.lt

www.artbox.lt

 

Premiação/Awards: Grande Prêmio, Festival Internacional de Estudantes de Baku, Azerbaijão/Grand Prix, Baku International Student Film Festival, Azerbaijan

 

PROGRAMA 5 (91 min)
Quinta, 5 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1
Domingo, 8 de agosto, 14:30
CAIXA CULTURAL, CINE 2

 

Schonzeit
Temporada Fechada
Closed Season

DVD, 2009, Cor/Color, 20min, Suiça/Switzerland.
 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Irene Ledermann. Produção/Production: Hercli Bundi, Stefan Kirchhif. Fotografia/Cinematography: Lorenz Merz. Montagem/Editing: Lisa Blatter, Irene Ledermann. Som/Sound: Daniel Hobi, Simon Liniger. Elenco/Cast: Youri Ledermann, Manuel Neuburger, Jörg Reichlin. Música/Music: Marcel Vaid. Escola/School: Zürcher Hochschule der Künste (ZHdK)

Os irmãos Oli e Jan são confrontados com a ausência de seus pais. Enquanto o mais novo se retira ao seu próprio mundo, o mais velho tenta compensar o que falta. Eles lidam com a rotina diária - uma dupla solitária.

The brothers Oli and Jan are confronted with the absence of their parents. While the younger of the two withdraws into his own world, the older tries to make up for what is missing. They cope with the daily routine – a lonesome twosome.

 

Contato/Contact:
Laura Zimmermann

Tel: 41 0 43 446 31 12

laura.zimmermann@zhdk.ch 

www.zhdk.ch | http://film.zhdk.ch

 

Premiação/Awards: Melhor Curta, Festival Max Ophüls Preis de Saarbrücken, Alemanha 2010/Best Short Film, Max Ophüls Preis, Saarbrücken, Germany 2010

 

Dom Smierci
Casa de Morte

House of Death
MiniDV, 2010, Cor/Color, 17min, Polônia-Alemanha/Poland-Germany

Quem disse que os mais velhos morrem primeiro? Nesse pequeno asilo, eles cuidam um dos outros em segredo. Enquanto todos aproveitam rituais dos vivos, eles não querem só esperar pela morte!
Who said old ones die first? In this tiny rest home, they take care of each other in secrecy. While everyone enjoys rituals of living, they don't only want to wait for death!

Direção/Direction: Matej Bobrik. Roteiro/Script: Kathrin Schadt. Produção/Production: Dr. Cathy de Haan, Dr. Robert Glinski, Agata Golanska, Dorota Sztyler. Fotografia/Cinematography: Remigiusz Wojaczek. Técnico de Som/Sound: Jakub Jczmionka. Montagem/Editing: Tymek Wiskirski. Direção de Arte/Art Direction: Martina Bobrikova. Música/Music: Michal Marecki. Elenco/Cast: Barbara Szczesniak - Klosowska, Grzegorz Stelmaszewski, Jaroslaw Turajczyk, Helena Braunak, Jozef Malecki, Zbigniew Kowalewski, Marian Rutkowski, Leon Kelcz, Katarzyna Walas, Robert Sobczak, Sebastian Skoneczny, Marek Romanowicz; Escola/School: Panstwowa Wyzsza Skola Filmowa (PWSFTviT)

 

Contato/Contact:

Matej Bobrik
Tel: 48 662 434 736
matejbobrik@hotmail.com


Palmele

As Linhas da Palma
The Palm Lines
DVD, 2009, Cor/Color, 17min, Romênia/Romania
 

Um terrível acidente tira sua família num piscar dos olhos. Anos depois, exposta às câmeras de vídeo, ela tenta lembrar os eventos que mudariam sua vida para uma rotina sem sentido. A história de um dia, como qualquer outro, da vida de uma mulher solitária, gasto entre perguntas sem respostas.

A terrible accident takes away her family in a blink of an eye. Years later, exposed to the video cameras, she tries to remember the events that would change her life to a senseless routine. The story of a day, like any other, from the life of a lonesome woman, spent within questions with no answers.

 

Direção e Fotografia/Direction & Cinematography: George Chiper. Roteiro/Script: Mihai Mincan. Montagem/Editing: Dragos Apetri. Som/Sound: Dragos Apetri, Alexandru Radu. Elenco/Cast: Coca Bloos. Produção/Production: UNATC I.L. Caragiale Escola/School: Universitatea Nationala de Arta Taetrala si Cinematografica “I.L.Caragiale” (UNATC)

 

Contato/Contact:
UNATC

Universitatea Nationala de Arta Taetrala si Cinematografica “I.L.Caragiale”

75-77, Matei Voievod st.
Bucharest 2, Romania
Tel: 40 21 252 5455

www.unatc.ro
 

Dve prinzessi
Duas princesas
Two princesses

DVD, 2009, Cor/Color, 9 min, Rússia/Russia

 

Baseado num conto de fadas inglês, é a história de como coragem e criatividade ajudam pessoas a terem o que querem na vida, e serem vencedoras em situações diferentes. O Amor vence a magia do mal e ajuda a revelar os sentimentos reais.
The film based on an English fairy tale “Kat-Nutcracker” This is story about how the courage and resourcefulness are helping people to get what they want in this life, and to become a winner in different situations. The Love wins evil magic and helps to open the real feelings.

 

Direção/Direction: Maria Stepanova. Roteiro/Script: Anna Kalin. Direção de Arte/Art Direction: Daria Gerasimova. Escola/School: Shkola Animatsionnoi Rezhissury (SHAR)

 

Contato/Contact:
Anna Ostalskaya

Shkola Animatsionnoi Rezhissury (SHAR)

Tel: 7 495 6121019
sharstudia@gmail.com
www.sharstudio.com

 

Der Schübling
Morte por sufocamento

Death by suffocation
DVCam, 2010, Cor/Color, 28min, Alemanha/Germany.

Agron, que imigrou ilegalmente, se volta à polícia para ajudar sua namorada grávida. Mas ao invés da ajuda que pede, ele se encontra no caminho de volta pra casa. Um filme sobre os procedimentos de deportação na Alemanha.
Agron, who immigrated illegally, turns to the police to help his pregnant girlfriend. But instead of getting help he asks for he finds himself on his way back home. A film about deportation-procedures in Germany.

Direção e Roteiro/Direction and Script: Visar Morina. Produção/Production: Anita Elsani. Fotografia/Cinematography: Rolf Rosendahl. Técnico de Som/Sound: Tilo Busch. Montagem/Editing: Anne Corsten. Direção de Arte/Art Direction: Daniel Kolarov. Música/Music: Dürbeck & Dohmen. Elenco/Cast: Astrit Kabashi, Gresa Pallaska. Escola/School: Kunsthochschule für Medien Köln (KHM)
 

Contato/Contact:

Visar Morina

Waisenhausgasse 56
50676 Köln
Tel: 49 176 240 14 294
v.morina@gmx.de


 

PROGRAMA 6 (92 min)
Quinta, 5 de agosto, 18:00
CAIXA CULTURAL, CINE 2
Domingo, 8 de agosto, 16:00
CAIXA CULTURAL, CINE 1

 

Allein der Gedanke
O Mero Pensamento

The Mere Thought
DVCam, 2010, Cor/Color, 24min, Alemanha/Germany


Quando o fazendeiro Mathias deixa sua filha Nora de oito anos manejar o volante do trator por um breve momento, um acidente acontece. Mathias supõe que atropelou um animal, mas depois descobre que deve ter atingido uma pessoa. Traumatizado severamente, vagueia pela noite. Por conta de sua inabilidade de contar a sua mulher Inga o que aconteceu, ele começa a interiorizar a culpa. Sua agitação interna cria uma distância emocional, que parece destruir o relacionamento com sua família.
When farmer Mathias lets his 8-year-old daughter Nora take the agricultural machine's wheel for a brief moment, an accident happens. Mathias assumes he crashed into an animal, but later on discovers that he must have hit a person. Being heavily traumatised he strays through the night. Because of his inability to tell his wife Inga about what's happened, he starts to internalise the guilt. His inner turmoil creates an emotional distance, that seems to shatter the relationship to his family.

Direção, Roteiro e Montagem/Direction, Script and Editing: Alexander Kluth. Fotografia/Cinematography: Leif Thomas. Câmera/Camera: Gunar Peters. Técnico de Som/Sound: Stefan Fendrich. Direção de Arte/Art Direction: Verena Kliesow. Música/Music: Duerbeck & Dohmen. Elenco/Cast: Nicholas Reinke, Christina Hecke, Oliver Brod, Tabea Willemsen. Escola/School: Kunsthochschule für Medien Köln (KHM)

Contato/Contact:

Alexander Kluth
Tel: 49 178 5618796
film@alexanderkluth.de
www.allein-der-gedanke-film.de

 

Formol
DVD, 2010, Cor/Color, 15min, Espanha/Spain

Numa cidade fantasma, aparentemente abandonada, passado, presente e futuro se misturam e os traços de centenas de vidas permanecem preservadas no formol do tempo.

In a ghost village, apparently deserted, past, present and future blend and the traces of hundreds of lives remain preserved in the formol of time.

Direção, Montagem/Direction, Editing: Noelia Rodríguez Deza. Fotografia/Cinematography: Alberto Martín Sanchidrián. Som/Sound: Marcos Sánchez Vaquerizas. Escola/School: Escuela de Cinematografía y del Audiovisual de la Comunidad de Madrid (ECAM)

 

Contato/Contact:

Escuela de Cinematografía y del Audiovisual de la Comunidad de Madrid (ECAM)

Tel: 34 91 512 1060

www.ecam.es
 

Our neck of the woods
Nossa parte do bosque
DVD, 2009, Cor/Color, 17min, EUA/USA

 

Você tem que ir embora daqui.

You have to get away from here.

 

Direção, Roteiro/Direction, Script: Rob Connolly. Produção/Production: John Blair, Sean-Michael Smith. Fotografia/Cinematography: Jay Visit. Som/Sound: Sung-Rok Choi, Amy Reynolds. Montagem/Editing: Cristina Malavenda. Escola/School: University of Southern California (USC)
 

Contato/Contact:

Rob Connolly
Tel: 1 323 422 7512
info@mold-o-form.com
www.mold-o-form.com

Premiação/Awards: Selecão Oficial para o Sundance Film Festival, EUA 2009; Vencedor do BAFTA/LA, EUA 2009; Menção Honrosa do Júri, Festival Internacional de Cinema do Oriente Médio, EUA 2009; Melhor Comédia, Festival Internacional de Cinema de Rhode Island, EUA 2009; Vencedor do Festival de Cinema de Athens, EUA 2010/Official Selection for Sundance Film Festival, USA 2009; Winner BAFTA/LA, USA 2009; Special Jury Mention, Middle East International Film Festival, USA 2009; Winner Best Comedy, Rhode Island International Film Festival, USA 2009; Winner Athens Film Festival, USA 2010

 

Benigni

DVD, 2009, Cor/Color, 8min, Finlândia/Finland

 

Um solitário tocador de xilofone descobre um tumor crescente debaixo do braço. Em suas tentativas de livrar-se dele, percebe que detém algumas qualidades pouco convencionais.

A lonesome xylophone player finds a viciously growing tumor under his arm. In his attempts to get rid of the tumor he discovers that it has some unconventional qualities.
 

Direção, Roteiro, Fotografia, Montagem, Som/Direction, Script, Cinematography, Editing, Sound: Jasmiini Ottelin, Pinja Partanen, Elli Vuorinen. Escola/School: Turun Ammattikorkeakoulu


Contato/Contact: 
Turun Ammattikorkeakoulu/Eija Saarinen
Tel: 358 2 2633 5219
eija.saarinen@turkuamk.fi / jasmiini_o@yahoo.com / pinja.partanen@gmail.com / ellivuorinen@gmail.com
 
Premiação/Awards:

Prêmio do Público da Competição Estudantil, Festival Premiers Plans, França 2009; Menção Honrosa do Júri Jovem, Festival Internacional de Curtas de Tampere, Finlândia 2009/Audience Award of the Student Competition, Premiers Plans, France 2009; Special Mention of the Youth Jury, Tampere International Short Film Festival, Finland 2009

 

Chantier
Em Construção

Under Construction
DVD, 2009, Cor/Color, 29min, França/France
 

Pascal, 50, virou às costas pro seu passado tumultuoso. A única coisa que quer agora é uma vida quieta. Ele trabalha como operário de construção, renovando uma casa antiga no campo. Quando Kevin, 20, um jovem em apuros, aparece para pedí-lo um emprego, ele é assombrado por seus demônios antigos e Pascal questiona se deve ajudá-lo ou não.

Pascal, 50, has turned his back to his tumultuous past. The only thing he wants now is a quiet life. He works as a building worker renovating an old house in the countryside. As Kevin, 20, young man in trouble, comes to ask him for a job, he is haunted by his old demons and Pascal wonders whether he should help him or not.

 

Direção, Roteiro, Fotografia/Direction, Script, Cinematography: Damien Dufresne. Som/Sound: Antoine Brunet. Montagem/Editing: Camille Mouton. Edição de Som/Sound Editing: Rémy Caritey. Produção/Production: Benjamin Toussaint, Charles Philippe. Elenco/Cast: Samir Trabelsi, Philippe Duchesnay. Escola/School: La Fémis.

 

Contato/Contact:
Géraldine Amgar
Festival Office Manager
Tel: 33 01 5341 2116

 

Programação

Mostra Informativa

Programação

Sessões Especiais

Programação

Mostra Homenagem

Vladimir Carvalho: conterrâneo velho de guerra

Fazer um documentário sobre Vladimir Carvalho foi uma experiência marcante em minha vida. Desafio e aprendizado concentrado e permanente. O mais difícil foi está documentando um documentarista. Tinha diante da câmera um cineasta, um mestre da entrevista e do documentário. Capaz de antecipar e de pressentir minhas intenções e estratégias. Foi como “rezar missa para o padre”.

Queria muito filmar Vladimir Carvalho filmando. Por sorte ele estava filmando na Paraíba o seu sexto filme documentário de longa-metragem O Engenho de Zé Lins, na mesma época em que realizei este documentário. Foi assim que tive a oportunidade de compartilhar com ele uma equipe de filmagem. Foi em Janeiro/Fevereiro de 2004. Ele estava fazendo 70 anos. Filmamos em Itabaiana, onde ele nasceu; na cidade de Pilar, onde nasceu o escritor José Lins do Rego; Em João Pessoa, onde fizemos uma visita a Dona Elizabeth Teixeira, personagem principal do filme Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, no qual Vladimir foi assistente de direção na primeira fase. Filmamos também na cidade portuária de Cabedelo, onde nosso personagem filmou Romeiros da Guia, seu primeiro filme; no Engenho Itapuá, outrora pertencente à família de José Lins do Rego e onde foram filmadas algumas seqüências do filme Menino de Engenho, de Walter Lima Jr.. Foi uma viagem não só por lugares de memória de Vladimir Carvalho, mas também uma imersão na memória de uma parte importante do cinema brasileiro.

A vida de Vladimir Carvalho é assim. Mistura política, memória e cinema. Latas de filme com madeira de esculpir santo. A trilha sonora de sua vida mistura coco de roda, benditos e aboios com música clássica e rock’n roll. Agora mesmo está mergulhado nas memórias do rock brasiliense da geração de Renato Russo. Daqui a pouco vai nos apresentar seu próximo filme. Ninguém perde por esperar. Outro dia me lembrou que o rock não é propriamente uma novidade em seus filmes. Já estava lá, em O País de São Saruê (“Era um garoto, que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones”). Quem conhece o filme vai lembrar que esta música acompanha o personagem do americano que nos anos 60 vivia escondido no sertão do Nordeste com medo de ser recrutado para a Guerra do Vietnã.

Entrevistei muitas pessoas que me falaram sobre o cinema de Vladimir Carvalho. Aproveito para citar uma dessas falas como uma forma de agradecer a todos. “O povo brasileiro de Vladimir nunca é engraçadinho, nunca é pitoresco, nunca é folclórico. O povo vive intensamente a sua realidade.” Assim falou Rogério Costa Rodrigues, crítico de cinema e professor da UnB, que faleceu pouco tempo depois me conceder esta entrevista. Segundo o próprio Vladimir Carvalho, a quem também agradeço: “A mão do povo é muito importante na cultura brasileira.” Para mim, estas falam ecoam como uma resposta ao livro clássico de Jean-Claude Bernard Cineastas e imagens do povo. É como se Vladimir dissesse a Bernardet: Meu cinema documentário é sociológico mesmo. E daí? Nem por isso deixa de ser também autobiográfico.

Dácia Ibiapina

Uma dramaturgia da presença

A presença do cineasta dentro da cena de seus filmes é um dos temas cruciais da teoria e da análise dos documentários. Desde que Jean Rouch e Edgar Morin, em Crônica de um Verão (1961), instituíram essa presença como dispositivo essencial do cinema-verdade, a participação direta do documentarista alterou profundamente os cânones de objetividade e ilusionismo do cinema documental, acrescentando novas camadas ao campo de significação dos filmes.

Diretores como Michael Moore, Nick Broomfield e Morgan Spurlock chegam a por vezes concorrer com seus personagens pela ocupação do espaço audiovisual e pela enunciação dos argumentos encampados pelos filmes. A proliferação dos documentários pessoais acentuou essa prática do corpo presente, transformando o documentarista no próprio centro da dramaturgia.

No Brasil, essa herança demorou a ser incorporada, passando ao largo dos filmes da época do Cinema Novo e aparecendo com algum vigor nos clássicos programas do Globo Repórter dos anos 1970 e, mais tarde, nos documentários de Eduardo Coutinho a partir de Cabra Marcado para Morrer. Mais recentemente, também os documentários em primeira pessoa fincaram bandeira no Brasil, com destaque para 33, de Kiko Goifman, e Passaporte Húngaro, de Sandra Kogut.

Nesse cenário, chama atenção a performance de Vladimir Carvalho em momentos cruciais de vários de seus filmes, desde o início da década de 1970.

Mesmo que não botasse a cara diante de suas próprias câmeras, Vladimir já imporia um volume de subjetividade considerável por conta de suas eleições de estilo e de linguagem. Tomo aqui a liberdade de citar a mim mesmo, com um trecho da introdução ao meu livro sobre o diretor: “O uso maciço da poesia e da música é outra característica destacada na obra do documentarista, que rejeita o purismo dos não-intervencionistas. Com isso, erigiu-se numa espécie de rapsodo, movido ora pela indignação, ora pela admiração, mas nunca pela curiosidade indiferente. Seus filmes operam no registro da empatia, deixando o autor transparecer em cada decisão de corte, em cada escolha sonora, em cada tijolo da edificação”.

Para além dessa presença virtual, manifesta na construção das narrativas, Vladimir Carvalho faz um uso variado e incisivo da sua presença física com vistas a produzir (ou arrancar) os sentidos que almeja. Nos encontros para entrevistas, o cineasta com frequência se coloca dentro dos planos desde o momento da chegada e abordagem. Sua expressão e postura corporal indicam claramente o grau de adesão ou questionamento face ao interlocutor. Uma dramaturgia instantânea se estabelece entre quem fala e quem ouve, oferecendo-se à percepção do espectador. Isso é marcante em Conterrâneos Velhos de Guerra, a saga dos candangos que construíram Brasília, contada através do olhar solidário de um nordestino que se sentia também um candango, embora na área da cultura.

O sorriso e o semblante de admiração sublinham suas conversas com José Américo de Almeida e Ariano Suassuna, por exemplo, em O Homem de Areia. Ou com Teotônio Vilela, em O Evangelho Segundo Teotônio. A consideração, porém, não o impede de promover um curto-circuito na cena quando isso se faz necessário. Um caso clássico é a entrevista com Oscar Niemeyer para Conterrâneos Velhos de Guerra, quando Vladimir insiste em extrair do arquiteto uma opinião sobre um massacre de operários levado a cabo pela polícia da Belacap durante as obras de construção da cidade. A identificação política e a reverência artística e pessoal por Niemeyer são momentaneamente superadas pela investigação do documentarista, a ponto de causar a irritação do entrevistado. Mais que um depoimento, ocorre ali um duelo entre duas instâncias igualmente vivas e atuantes dentro do espaço fílmico.

Em Barra 68, tome-se, de um lado, o sentido de camaradagem das cenas em que Vladimir reconstrói com Hermano Penna e outros as filmagens da invasão da UnB pelo Exército em 1968. São comparsas em busca de resgatar um momento histórico. De outro, veja-se a atitude do diretor ao colher o testemunho do ex-reitor José Carlos Azevedo, que pediu a invasão. Aqui temos uma espécie de revanche: se a visita começa sob o signo de uma aparente cordialidade, logo se constitui como uma “invasão” do documentarista à casa do vilão para confrontá-lo com suas responsabilidades.

Mas não só nas entrevistas o realizador instrumentaliza-se como personagem significante. Um dos exemplos mais curiosos está em O País de São Saruê, filmado entre 1966 e 1970, época em que metalinguagem era quase um tabu no documentário brasileiro. A partir do relato de um camponês visionário que jurava haver urânio em suas terras, Vladimir decidiu encenar uma entrevista espalhafatosa, como se fosse a grande mídia. Empunhou ele mesmo uma câmera, enquanto o irmão Walter Carvalho (assistente de direção) fazia o papel de um fotógrafo agitado. A cena mescla procedimentos de evidência documental e reconstituição ficcional, antecipando em muito não só essa mescla hoje rotineira, como também a exposição da equipe e do fazer cinematográfico.

Mutirão, um curta-metragem de 1976, passava uma visão crítica da intervenção da classe média como consumidora numa comunidade de artesãos tradicionais no interior de Goiás. Para enfatizar esse sentido e, ao mesmo tempo, incluir o cinema como mais uma intervenção, Vladimir fez a equipe aparecer em diversas ações de ingerência no ambiente local: o cinegrafista Fernando Duarte filmando as tecelãs, uma assistente gravando depoimentos, o próprio diretor passando instruções a uma figurante e uma foto em que ele é visto retirando telhas de uma casa para viabilizar a iluminação de uma cena.

Eis uma maneira interessante – apenas mais uma – de usufruir a obra de Vladimir Carvalho. Procurar os rastros de sua presença, e o que ela significa ou instaura dentro dos filmes, é encontrar um documentarista desde sempre moderno e pessoal.

Carlos Alberto Mattos

No coração do mundo

Existem vários movimentos internos na obra de Vladimir Carvalho. Para além do acompanhamento da vida e da cultura nordestina onde quer que ela esteja, pode-se perceber a transição do rural para o urbano, do antigo para o moderno, do coletivo para o individual, das classes populares para a classe média. Subjaz a estas pontes a passagem do Brasil profundo ao Brasil moderno, não como exame de um tempo primitivo desafiado ou sobrepujado pelo contemporâneo, sugestão esta presente desde Aruanda, que co-roteirizou, mas corrigida a partir de O País de São Saruê, seu primeiro longa metragem como realizador. Nunca houve retrato caricato de perdas, ruínas, arcaísmos. Trata-se de um saber que se carrega junto, no tempo e principalmente no espaço. O etnografismo dos primeiros trabalhos requeria o esteticismo clássico-convulsionado típico dos anos 1960: a estaticidade da câmara, o contraste acentuado da imagem preto e branca, a ritualização do evento filmado. A descoberta do “gravurismo cinematográfico”, de resto uma criação ampla dos ciclos baiano e paraibano, atinge o ápice com Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, cuja metáfora luminosa da terra árida e inclemente parecia definitiva. Vladmir não a segue, a repropõe em outros termos a partir de Saruê. A terra não é uniforme, o homem não é uniforme. O entalhe proporcionado pelo grão ampliado, pelas texturas desiguais, pelas rugas dos rostos, pelos sulcos dos chãos rachados, não é o desgaste, não é o fim, mas a inscrição de um tempo subjetivo e subjetivado, de um tempo que se carrega consigo, preenchido pelo entalhar da vida em suas múltiplas dimensões, inclusive a cinematográfica. Seco não é vazio.

A seca não é a responsável direta pelo destino do nordestino. É um componente dramático, religioso, metafórico. A questão imediata é a posse da terra, desde o século XVI. O ciclo da cana, a escravidão, o advento da civilização do couro, põem todos em movimento mais cedo ou mais tarde, seguindo ou não os Conselheiros, fugindo ou não dos coronéis. Este caldo de cultura perpassa a experiência nordestina, forja sua identidade mítica, mas essa não interessa a Vladimir. O que importa é o movimento histórico. Deserdados da terra, ou melhor, a partir do advento da República, da terra e do trabalho, levas e levas de homens, mulheres e crianças migram por conta da borracha no norte, da indústria no sudeste e da construção civil no centro-oeste. Promessas, miragens, utopias se formam e se desfazem pelo caminho. O cinema de Vladimir escolhe o tempo presente e caminha junto a esse processo de desenraizamento da terra, da região, da cultura, mas não da identidade. Ele viu o mundo... e começava em Itabaiana. Se a cidade natal entra em decadência, se a luta social e política dentro da região encontra limites históricos intransponíveis, com o fim das ligas camponesas e do próprio ciclo paraibano e nordestino de cinema com o golpe de 1964, migrar não significa repudiar ou esquecer, ao contrário, os paladares, cheiros, palavras, gestos, sotaques, traços, temperamentos caminham com o homem. A diáspora do nordestino não é só uma perda e uma desilusão, frente aos destinos históricos, mas um deslocamento contínuo, um desafio frente aos novos espaços descortinados. Vladimir acompanha solidário e participante deste processo, quer ele o leve ao Rio de Janeiro, à Brasília, ou mesmo de volta ao Nordeste contemporâneo. Nesse sentido, seu cinema é uma épica e não uma reportagem ou documento.

Vladimir não é herdeiro do modernismo clássico, em particular do romance nordestino de 30. Não o interessam as racionalizações, as explicações, as lamentações. Não que despreze os fundamentos da exploração do homem pelo homem que o marxismo lhe forneceu, ou abra mão da perspectiva socialista. A solidariedade e o humanismo sempre serão armas políticas. Mas há a constatação guerreira da transformação que toda épica implica, conhecendo-se e eventualmente julgando-se muito mais o presente do que o passado. De um lado o Nordeste mais cedo ou mais tarde seria incorporado à dinâmica urbano-industrial e os signos disso já aparecem em O País de São Saruê sob intensa apreensão quanto ao vezo internacionalista. De outro, Brasília oferecerá o cenário ideal para o exame dessa encruzilhada e dessa contradição tanto do ponto de vista político, como sobretudo do ponto de vista social, como se pode constatar na filmografia brasiliense de Vladimir, em particular no grandioso Conterrâneos Velhos de Guerra, não por acaso seu filme épico por excelência. A identidade se preserva pela descrição, isto é, pela atenção da câmara e do gravador aos elementos constitutivos do ser nordestino. A descrição não é, portanto, como no romance regionalista, da paisagem, e sim do homem, onde quer que ele esteja. Está atenta ao bornal interior.

Conterrâneos, mais do que um retrato do desengano republicano, da violência de suas elites (inclusive intelectuais e artísticas) e da expropriação do sonho popular, expõe a crise absoluta do modelo engendrado na Revolução de 30. Embora terminado em 1989 e timidamente apresentado em 16mm no ano seguinte, figura para mim como o mais acabado retrato do fim deste ciclo. O desgoverno dos anos Sarney-Collor de Mello, ironicamente dois presidentes nordestinos, são expostos não como tema imediato, mas como emoção que paira no ar. É um filme desesperado, doído, sem soluções a apresentar, constatando o beco sem saída da política e da história brasileira recentes. Mas o que se desfaz não é só o país, mas o próprio homem brasileiro que interessa a Vladimir. O sentimento nordestino está por um fio, ou melhor, está se transformando. Neste filme, além das árias, surge um rock a cantar o massacre dos operários, a pungir os sem-teto, a confrontar o traçado urbano insensível. Surge, portanto, o homem e o olhar de classe média, caracteristicamente cosmopolitas, a redefinir os termos do problema. Vladimir percebeu este movimento em seu desterro brasiliense, acompanhando e filmando com interesse a vida universitária e a eclosão do punk e rock na cidade. Transformar em imagens em movimento este último ponto é o que falta em seu painel humano e cultural do Brasil contemporâneo, o no que nos transformamos.

Mas onde fica o homem nordestino e a solidariedade para com ele? À separação da terra, soma-se o exílio de si mesmo, tema de O Engenho de Zé Lins. Vladimir confessou que havia pensado originalmente em traçar um paralelo dentro do filme entre a sua trajetória e a de José Lins do Rego. A feitura de uma obra em tom parcialmente autobiográfico, porém, pareceu-lhe excessiva. Preferiu a ocultação de sua trajetória na personagem do artista impregnado por suas origens ausentes física, cultural e emocionalmente. O que se coloca aqui não é a evocação do Nordeste, de resto tema da obra literária, mas a presentificação deste sentimento de exílio de si mesmo, sensação amplificada pelo esquecimento da história, em suas manifestações de destruição física, mental, sentimental. A obra de Vladimir é um monumento amoroso contra as ruínas benjaminianas e é a expressão dessa épica interior, que funda e refunda as civilizações não de idealizações, mas do imediato do mundo.

Hernani Heffner

Vladimir Carvalho, O inconformista

Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas brasileiros, surgiu nos anos 60 fora do eixo Rio - São Paulo. Sua formação cinematográfica foi forjada no calor da hora na realização do seminal Aruanda (1960), de Linduarte Noronha. Este filme junto com Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cesar Saraceni e Mario Carneiro, provocou a renovação do documentário e as discussões que originaram o cinema novo brasileiro.

Nos anos seguintes Vladimir Carvalho partiu para realizar seu primeiro filme Romeiros da Guia (1962). Participaria, em seguida, da realização abortada pelo Golpe de 1964 de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. Foi assistente de direção do filme Opinião Pública (1967), de Arnaldo Jabor, sem esquecer o abalo que teve ao ver, quando jovem, a obra O Homem de Aran (1934), de Robert Flaherthy. Os ecos do filme de Flaherty viriam no seu segundo longa metragem, O Homem de Areia (1981).

Por outro lado, não se pode olvidar a formação de sua consciência crítica que surge das idéias paternas, passando pelas lutas dos anos 60 e sua formação filosófica. A profundidade da pesquisa, o rigor do processo de trabalho, a relação com o seu contexto, ganharam as vertentes de uma poética inconformista.

Seu inconformismo pode ser destacado nas seqüências que valorizam o trabalho e as habilidades das camadas populares, e contrárias à sua exploração pelos privilegiados. Recusa a alienação cultural, na sua luta constante contra a perda da identidade.

Privilegiando o homem e seu mundo como ponto de partida, reaprendendo-o, revendo-o e redesenhando-o a partir de sua vivencia. Não é outra a disposição de Vladmir Carvalho em O Homem de Areia, se não a da investigação do passado, de sua reorganização e de seu entendimento a partir dos testemunhos de quem o viveu.

OHomem de Areia é o segundo documentário de longa metragem de Vladmir Carvalho. Foi produzido a partir de um roteiro de Eduardo Coutinho e das imagens do irmão, Walter Carvalho. O filme retrata a grande figura da nossa história no século XX - José Américo de Almeida (1887-1980). Ao longo da narrativa, o espectador vai perceber as identidades entre a obra do documentarista, com a história do Brasil, do cinema e do documentário brasileiro.

José Américo foi um influente político paraibano desde 1920 até os anos 70. Atuou em momentos marcantes da história política brasileira. Participou da Revolução de 30, fez parte do governo Vargas e foi candidato a presidência da república. Com uma entrevista para Carlos Lacerda abriu o caminho para a derrocada da ditadura Vargas, defendeu o mandato de Luiz Carlos Prestes e estava presente na última reunião do gabinete após a qual Getúlio suicidou-se.

Além disso, José Américo é um escritor renomado da nossa literatura com sua obra A Bagaceira, um marco do romance brasileiro que descerrou as cortinas para José Lins do Rego, Raquel de Queiroz, Ariano Suassuna, Gilberto Freyre, para citar alguns, que fazem parte de período da literatura brasileira e nordestina, que ficou conhecido como o ciclo da cana-de-açúcar.

O título Homem de Areia relembra o filme de Flaherty, referencia na vida do cineasta. Além disso, José Américo era originário da cidade de Areia (PB), a locação era sua casa nas areias de Tambaú e o filme aos poucos vai esfarelando o mito demonstrando a fragilidade do homem.

O Homem de Areia contém uma cena emblemática, vê-se um menino tímido que foge da câmera e é seguido até a porta do casebre onde mora – esta cena faria parte, da seqüência que descreveria a infância de José Américo. Grande parte do material foi arquivada, segundo o autor, porque não se encaixava na montagem final. Restou está única cena. E ela se torna protagonica no conjunto do filme.

Ao longo dos 116 minutos do filme percebe-se uma luta entre o entrevistado e o documentarista. Este tentado penetrar na carapaça sólida do mito. Como um escultor tentado cinzelar uma nova imagem que não a do modelo.

Diante das inúmeras tentativas dos entrevistadores, o entrevistado esquiva-se, desvia, camufla-se. Como o menino que foge da câmera e busca segurança na casa. José Américo desconversa mantendo a retórica, apela para as pausas, esconde o jogo e faz surgir sua couraça pétrea. O autor, tenta romper a aparência, flagrar sua intimidade e revelar as contradições. Em vão.

Mas o personalismo de José Américo provoca o documentarista. Revela mais uma vez o Vladimir inconformista. O documentarista investiga outras fontes, levanta arquivos e entrevista amigos e desafetos na busca por fragmentos que revelem a personagem. Carvalho não se contentou com a versão do mito do homem da elite política. Parte em busca do povo e colocá-lo como antagonista para reconstruir a dialética dos eventos em que José Américo esteve envolvido.

Na revolta da Princesa, luta entre coronéis do sertão e as lideranças políticas locais, os acontecimentos são narrados por um artesão, por um "cabra" de um dos coronéis, pelo depoimento do filho líder da Revolta e de Ariano Suassuna e finalmente, o testemunho de um desafeto, Cunha Lima, ex – governador da Paraíba.

A atuação de José Américo, como ministro do governo Vargas, que empreendeu a construção de uma serie de açudes é comentada por uma família de agricultores que vivia precariamente as margens de um desses açudes, cuja maioria só servia aos poderosos da terra

O filme está repleto de evocações históricas. Numa Cine de museu, a câmera de Walter empreendeu uma coreografia em torno da mesa de mármore sobre a qual tombou João Pessoa, a fim de sugerir o momento do crime que sacudiria o Brasil. Por coincidência ou não o filme está marcado por três enterros: o de João Pessoa, que viria a deflagrar a Revolução de Trinta, o de Getúlio Vargas e de José Américo. As cenas deste último foram feitas durante a montagem do filme (1980).

O paralelismo na montagem das entrevistas, com imagens de arquivo, as narrações de Mario Lago representando o personagem e Fernanda Montenegro, a animação com fotos da Revolta da Princesa e a reconstituição do acidente de José Américo na Bahia, a partir de uma única foto feita em table-top por Zeca Mauro, constitui o processo criativo e inventivo, que foge ao convencional.

O cinema de Vladimir Carvalho ilumina nova maneira de ver os fatos. Estes apesar de soterrados cintilam, seus fragmentos reluzem, revelando uma conexão, um sentido, uma nova forma de conjunto. Um cinema que testemunha como Lumière, mas que interpreta as conexões dos fragmentos para reconstruir a totalidade do fato, indo além de Dziga Vertov ou de Joris Ivens. Tudo isto está presente nas imagens de O Homem de Areia.

No pequeno Cinema Karim, do Conjunto Nacional, começou a exibição com pouquíssimos lugares ocupados na platéia. O filme estreou no mesmo dia em que era lançado o filme biográfico Gandhi, de Richard Attenborough, que trazia oito condecorações de Oscars. Na Cine do cinema Atlântida, a mega produção atraía filas imensas.

Mais uma vez o inconformismo de Vladimir Carvalho o levou a luta. A exibição no Brasil, ainda hoje é um dos entraves do cinema brasileiro. Então, como Cartaz-ambulante postou-se à entrada do shopping. De um lado lia-se sobreposto ao cartaz do filme o slogan: O homem que passou a rasteira em Getúlio; no parte de cartaz trás, a inscrição: Este filme não ganhou o Oscar. Foi expulso pela segurança. Não se deu por vencido, foi para o movimentado calçadão entre o Conjunto Nacional e o Conic, dando prosseguimento ao protesto. Vieram os jornais e as TVs, o protesto virou evento, a bilheteria cresceu e o filme resistiu mais duas semanas em cartaz.

Com o passar dos anos o filme foi se tornando mais substancioso, como um bom vinho envelhecido que vai encorpado. E quem sai ganhando é o espectador, que ao saboreá-lo tem diante de si um vasto painel de 50 anos da história política brasileira.

Francesco Trotta

Coração de Estudante

Barra 68 - Sem Perder a Ternura foi mais um passo no trabalho que venho desenvolvendo em Brasília, que elegi temporariamente como objeto de minhas pretensões no cinema documentário e que, igual a outros filmes desse já longo ciclo, tem muito a ver com a vida e a memória da capital. O Distrito Federal é um laboratório aberto, um cenário dinâmico onde palpita a diversidade brasileira, sendo ela própria muito característica em seus variados aspectos, seja na arquitetura do mestre Niemeyer, na saga de sua construção, na paisagem do cerrado, com sua cultura própria, ou na vida política como sede do governo e do Congresso Nacional, ou ainda nos seus dramas sociais que a equipara a qualquer dos centros urbanos brasileiros problemáticos.

Brasília hoje apresenta uma população que caminha para a casa dos três milhões, no entanto um dos seus criadores, o doutor Lúcio Costa prognosticava para a virada do milênio apenas 500 mil habitantes. Por aí já se pode ver o universo dramático que este quadro humano representa.

Seguindo-se essa linha, Barra 68 pode ser visto como uma tentativa de reconstituição de um tempo em que Brasília vinha nascendo para a comunidade nacional e quando despontavam como manifestações de sociabilidade e vida inteligente o Congresso e sua Universidade, num lugar que ainda se parecia muito com um enorme acampamento. Então era a UnB um lugar sagrado onde pulsavam a sabedoria dos mestres e a inquietude de seus estudantes, unidos num projeto nacional de transformação.

Hoje, olhando para o filme, reencontro algo como um rito de passagem, um tempo de definições a exigir dos jovens da época que se transformassem em guerreiros dentro da grande tribo, a apelar para que se integrassem ao grande projeto histórico com que o país sonhara. Aconteceu naquela altura o assassinato do estudante Edson Luís, vítima da repressão do regime militar de 1964. E foi aí que a rebeldia, o inconformismo, o sentido de liberdade e justiça dos jovens brasilienses vieram à tona, decretando-se em greve e constituindo o campus da UnB como território livre. Em resposta a esse gesto a universidade é ocupada por tropas da polícia e do exército, mas a resistência dos estudantes repercute nacionalmente influindo também no posicionamento do Congresso Nacional e na crise que se seguirá com a decretação do famigerado AI-5 com que a ditadura deixa cair a máscara.

Agora, decorridos mais de quarenta anos daqueles acontecimentos pude testemunhar mais uma vez, filmando e gravando, a persistência no tempo daquele espírito que motivou os jovens de 1968. As circunstâncias são outras, mas a disposição de luta, a energia, o coração e a mente são em tudo semelhantes aos daqueles que deixaram o seu legado contra a ditadura. No episódio conhecido como Caixa de Pandora, incontestavelmente o maior escândalo da história política brasileira, foi a rapaziada da UnB que desferiu golpe mortal nos corruptos e corruptores, destronando-os do poder pela mobilização da consciência popular e da Justiça em Brasília. Se o que foi coletado desta vez vai se transformar em filme só Deus sabe.São os ossos do ofício.

Vladimir Carvalho

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Feliz desaniversário para tudo de mais cotidiano e mais fantástico!

Por encontrar uma forma peculiar de abordar um universo urbano de violência e relações familiares desestruturadas, partindo de uma base dramática sólida e alcançando uma inventividade na construção das cenas”. Desta forma, o júri composto por Felipe Bragança, Jeferson De e Rubens Rewald, justificou o prêmio concedido ao roteiro feliz desaniversário, há um ano, durante o encerramento do 14º FBCU.

O filme que apresentamos agora é mais um fruto do Projeto Sal Grosso, que chega agora à sua nona edição. O trabalho premiado pela Oficina de Roteiros ministrada durante a 14ª edição do Festival saiu da UFF. Fábio Souza, o autor de feliz desaniversário, conforme a dinâmica do Projeto, se encarregou da direção, enquanto as demais funções técnicas foram distribuídas pelas escolas que possuíam os melhores trabalhos no 14º FBCU. Como determinou o júri da Mostra Competitiva, a FAAP ficou responsável pela fotografia; a UAM pela captação do som direto e edição de som; a PUC-Rio pela direção de arte e a ECA-USP pela montagem.

A equipe do filme esteve envolvida com as filmagens do roteiro em março deste ano no Rio de Janeiro e a oportunidade do trabalho coletivo realizado por estes alunos de escolas diferentes, e que até então mal se conheciam, permitiu uma rica troca de experiências.

É imprescindível destacarmos o apoio de novos e antigos parceiros, sem o qual o Projeto Sal Grosso não poderia se realizar. Além deles, também o importante papel exercido pelas Universidades, que não só indicam e enviam seus alunos segundo critérios próprios, como também contribuem além de suas áreas de atuação.

Entramos em contato com fragmentos de apenas um dia da vida do pequeno Natan (Caleb Ruach) e sua mãe (Marcélia Cartaxo). O filme nos conta, a partir desse dia que poderia ser como outro qualquer, um pouco sobre essa família que vive de forma simples em uma pequena casa na cidade grande. Natan tem uma rotina como a de qualquer outra criança de sua idade: vai à escola, faz os deveres de casa, se diverte com os brinquedos, brinca com sua tartaruga, assiste a desenhos animados na televisão...

Mas... há algo de incrível no mais banal e algo de trivial no mais extraordinário dos eventos. Tudo depende do ponto de vista em que se está imerso. Por isso, feliz desaniversário se configura como um mergulho no ponto de vista de Natan. É um mergulho breve e suave, de repente agitado por encontros e silêncios, de repente ameaçado de afogamento. Em um dia, o peso de uma vida se desvela aos poucos diante dos olhos e ouvidos sensíveis do menino que amadurece e precisa rapidamente aprender a celebrar a existência da forma que lhe é possível. Um mundo só seu.

Todo este universo é construído e intensificado pela dedicação de toda equipe e atores. No elenco contamos com Caleb Ruach e André Dale, além da importante presença de dois grandes nomes do cinema brasileiro: Marcélia Cartaxo (A Hora da Estrela, Madame Satã) e Luiz Carlos Vasconcelos (Baile Perfumado, Carandiru).

O resultado de todo este trabalho poderá ser conferido na última noite do festival. Até lá e... feliz desaniversário!

Fábio Souza, Rafael Amorim, Thiago Cabrera

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