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Debutar é o ritual pelo qual passa a adolescente ao completar 15 anos e é “apresentada” à sociedade. A partir dessa data significativa, a menina entra na vida adulta... Porém, conforme representada no cartaz, nossa debutante, assim como o Festival, não tem nada de iniciante ou inocente. Já é bem rodado, para dizer a verdade, e esse ano pretende aprontar muito mais...
Dos cerca de 350 títulos inscritos na Mostra Competitiva Nacional, retiramos, não sem lamentar o grande número de coisas boas que ficaram de fora, 46 curtas, que melhor representam os que os estudantes e, consequentemente, os cursos de cinema/ audiovisual andam produzindo Brasil a fora.
Os curtas, que infelizmente ficaram de fora, compõem a Mostra Informativa de Curtas, com temas para os mais diversos gostos.
Com 30 concorrentes de 23 escolas e 18 países, a Mostra Competitiva Internacional segue exibindo as melhores produções estudantis ao redor do mundo, oriundas das tradicionais escolas de cinema e também dos novos cursos audiovisuais. Este ano inovamos e incluímos alguns trabalhos nacionais na competição, para representarem o Brasil frente aos seus pares estrangeiros.
Este ano, teremos o enorme prazer de homenagear um Mestre que se confunde com a própria história do Documentário Brasileiro. Vladimir Carvalho, um homem de muitas lutas e conquistas nos dará a honra, juntamente com um renomado corpo de professores, de dividir suas experiências conosco na Mostra Homenagem, onde seus longas serão esmiuçados.
Como nasceram no mesmo ano, não poderíamos deixar de comemorar juntos. Dogma 95 e FBCU se juntam e a teórica Bodil Marie joga luz sobre a obra de um de seus principais mentores, Lars von Trier.
Se formar ou fazer filmes fora dos padrões pré-estabelecidos pelo Festival não é motivo para ficar de fora. Mostra Ex-alunos, de curtas e longas, Extra-Curricular, Sessão Infantil e a parceria com o Cineclube LGBT estão aí para não nos deixar mentir.
Sempre atentos ao nosso futuro público, neste ano estamos também realizando um projeto especial voltado para a formação de platéias. Em parceria com ONGs, escolas, instituições que participarão das várias sessões espalhadas pelo Festival.
Neste ano, o FBCU inaugura seu projeto de formação de público que tem como objetivo a democratização de acesso e o incentivo a formação de platéia para a produção cinematográfica, através da distribuição de ingressos gratuitos para as sessões, eventos do festival e realização de debates, priorizando as pessoas que não participam não tem acesso a programação cultural de nossa cidade.
Também preocupados com a formação, teremos Uma Manhã na Labo Cine, a Oficina da Captação a Finalização da Imagem na Link Digital, o décimo filme do Projeto Sal Grosso sairá de mais um oficina de roteiros. O intercâmbio entre arte e tecnologia continua a ter lugar com as oficinas de Circuitos de Vídeo e Cinema Narrativo ao Vivo.
E ainda tem mais, os calorosos debates pós sessões e Encontro Internacional de Alunos de Audiovisual volta a movimentar a discussão sobre o ensino de cinema no Brasil e no Exterior.
Este ano, comemoramos também a volta de um velho parceiro, a Petrobras, e a nossa invasão
Um ótimo debutar para todos!
A Equipe