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Sala
de Cinema
sala de cinema | sala
de vídeo
Terça,
24 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
105 min.
CAPITU
35mm, 1968, cor, 105 min.
Capitu e Bentinho, casados recentemente, vivem dias felizes na rica
mansão da família. Próximo a eles, Sancha e
Escobar, seus amigos de infância, também gozam um casamento
feliz. Amigos íntimos, os dois casais se divertem juntos em
festas e passeios, chegando a planejar o casamento entre seus filhos.
Mas o ciúme doentio de Bentinho por Capitu transforma totalmente
a vida do casal.
Direção: Paulo Cezar Saraceni. Roteiro: Paulo Emilio
Salles Gomes, Lygia Fagundes Telles e Paulo Cezar Saraceni, baseado
no romance Dom Casmurro de Machado de Assis. Produção: Sérgio
Saraceni, Luiz Carlos Barreto, Carlos Diegues e Paulo Cezar Saraceni. Fotografia: Mário
Carneiro. Som: Gilberto
Santeiro, Amedeo Riva e Carlos de la Riva. Cenografia: Anísio
Monteiro. Montagem: Nello Melli. Música: Marcos Nobre. Elenco: Othon
Bastos, Isabella, Raul Cortez, Marília Carneiro, Rodolfo
Arena, Nelson Dantas.
Premiação: Melhor
Roteiro, Cenografia, Ator Coadjuvante (Raul Cortez) e Prêmio do Instituto Nacional do Livro para
Paulo Cezar Saraceni. Melhor Cenografia – Festival de Brasília,
1968. Prêmio do Instituto Nacional de Cinema - 1968.
Apresentação da sessão
por Paulo Cezar Saraceni.
“Começou com a visita que nos fez um querido amigo
e diretor de cinema, Paulo Cezar Saraceni. Residia (e ainda reside)
no Rio mas, quando vinha para cá, ficava no nosso apartamento
no bairro da Vila Mariana, os Sapos, como o chamava Paulo Emilio,
isso porque (segundo ele) o bairro nas suas origens tinha muitos
charcos onde os sapos todos vinham coaxar. Por esse mínimo
apartamento abarrotado de livros e quadros passaram tantos diretores
e atores do Cinema Novo, as mochilas dependuradas no ombro. Às
vezes a namorada. Pois lá também se hospedou o Saraceni,
que chegou embuçado na tarde cinzenta. Sem câmera mas
com uma idéia na cabeça, conforme confessou: filmar
Dom Casmurro com um roteiro escrito por nós. Aceitamos fazer
o trabalho e brindamos o projeto com vinho tinto (fazia frio) e coração
contente, como ensina o Eclesiastes. Mas depois que Saraceni saiu
com seus olhos amendoados (verdes ou azuis?) e um jeito assim meio
oblíquo de enfrentar ou contornar as coisas, Paulo Emilio
disse logo, Esse Capitu nos deu uma tarefa difícil. Ele passou
então a ser chamado (entre nós) de Capitu, o Paulo
gostava de apelidos, poucos escapavam.” (Introdução,
Capitu, FAGUNDES TELLES, LYGIA e SALLES GOMES, Paulo Emílio,
Siciliano, 1993)
Quarta, 25 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
110 min.
REPORTAGEM SOBRE CINEMA BRASILEIRO
16mm/ VHS, p&b, 20 min.
Pessoas na rua são interrogadas sobre sua opinião a
respeito do cinema brasileiro, imagens de fachadas de cinemas e internas
de laboratórios de revelação e copiagem de filmes.
Entrevista com Paulo Emilio Salles Gomes, Ozualdo Candeias, entre
outros.
Acervo: MIS/SP
PAULO EMILIO
35mm/ 16mm, 1981, cor/p&b, 20 min.
O filme enfoca a figura e o pensamento de Paulo Emilio Salles Gomes,
professor e pesquisador de cinema.
Direção: Ricardo Dias. Produção: Barca
Filmes. Fotografia: Claude Salmona. Montagem: Renato Moreira, Wilson
Barros.
P.E.SALLES GOMES
35mm, 1979, cor/p&b, 35 min.
Homem do mundo, professor, pensador e crítico, Paulo Emilio
Salles Gomes dedicou a maior parte de sua vida ao exame das questões
relacionadas com o cinema e, mais particularmente, com o cinema brasileiro.
O filme apresenta trechos de obras de diretores nacionais e estrangeiros
ilustrados com comentários selecionados da intensa atividade
de Paulo Emilio como crítico de cinema.
Direção: David Neves. Produção: Embrafilme.
Fotografia: David Neves e Nonato Estrela. Montagem: Carlos
Cox e Aída Marques. Depoimentos: Décio de Almeida Prado,
Antônio Mello e Souza, F.L. Almeida Salles, Jean-Claude Bernardet,
Maria Rodrigues, Carlos Augusto Calil.
TEM COCA-COLA
NO VATAPÁ
16mm/ Beta, 1976, cor, 35 min.
Documentário-ficção sobre a história
da ocupação do mercado cinematográfico brasileiro
pelo produto estrangeiro, tendo como fio condutor o professor Paulo
Emilio Salles Gomes, que colaborou no roteiro criando os textos falados
por ele e os diálogos dos personagens principais, o cineasta
Adhemar Gonzaga e o crítico Pedro Lima.
Direção,
Roteiro: Pedro
Farkas e Rogério Corrêa. Diálogos, Textos: Paulo Emilio Salles Gomes. Produção: Pedro
Farkas, Rogério Corrêa e Eliane Bandeira. Fotografia,
Câmera: Pedro Farkas. Som: Silvia Bahiense Naves. Montagem: Eduardo
Leone e Sérgio Muniz. Música: Arrigo Barnabé. Elenco: Paulo
Emilo Salles Gomes, Rudá de Andrade, Analu Prestes,
David José e Clodomiro Bacelar.
“Dar as costas ao cinema brasileiro é uma forma de
cansaço diante da problemática do ocupado e indica
um dos caminhos de reinstalação na ótica do
ocupante. A esterilidade do conforto intelectual e artístico
que o filme estrangeiro prodiga faz da parcela de público
que nos interessa uma aristocracia do nada, uma entidade em suma
muito mais subdesenvolvida do que o cinema brasileiro que desertou.” (Cinema:
Trajetória no Subdesenvolvimento, SALLES GOMES, Paulo Emílio,
Paz e Terra, 1986, 2ª edição)
Quinta, 26 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
131 min.
ZERO DE CONDUTA
ZÉRO DE CONDUITE
35mm/ 16mm, 1933, p&b, 41 min., França
Volta ao colégio, a velha rotina começa de novo: bagunça
no dormitório, castigos tradicionais, os recreios, as classes
agitadas e os conflitos com as autoridades do colégio. Certa
noite, os meninos decidem se libertar da repressão dos adultos
e começam uma rebelião.
Direção, Roteiro, Montagem: Jean Vigo. Produção: Jacques-Louis Nounez. Fotografia: Boris Kaufman. Arte: Henri Storck.
Som: Bocquel e Royné. Música: Maurice Jaubert. Elenco: Jean
Dasté, Robert le Flon, Delphin, Du Verron, Pierre Blanchar,
Léon Larive.
“A escolha das vítimas para o jogo de pimpampum a
Igreja, o Estado, o uniforme nos revela Vigo às voltas
com os temas tradicionais da anarquia. Do mesmo modo, a conclusão
(a partida dos quatro amotinados para a liberdade) exprime o sentimento
anarquista do fim do século XIX que levou tantos militantes,
depois de algumas investidas à sociedade, a fugir, seja individualmente
em busca da liberdade na Argentina ou em outro lugar, seja coletivamente, à procura
da liberdade fora da sociedade pela edificação de ‘meios
livres’ ou de comunas. A ideologia de Zero de Conduite consiste
na fidelidade de Vigo a sentimentos políticos de uma outra
era que, no entanto, lhe eram bastante próximos.” (Jean
Vigo, SALLES GOMES, Paulo Emílio, Paz e Terra, 1984)
O ATALANTE
L'ATALANTE
35mm, 1934-40, p&b, 90 min., França
Jean, comandante de um barco comercial, e Juliette, uma linda moça
de uma cidadezinha de província, se casam. Eles passarão
sua lua-de-mel no barco Atalante, que irá até Paris.
O Atalante é guiado pelo tarimbado e pitoresco marinheiro
Tio Jules, que tem como ajudante um jovem desajeitado. Nessa viagem,
Jean e Juliette conhecerão a felicidade, a tristeza, o ciúme,
a perda e o reencontro do amor.
Direção: Jean Vigo. Roteiro: Jean
Vigo e Albert Riéra,
baseado em roteiro original de Jean Guinée. Produção: Jacques-Luis Nounez. Fotografia: Boris Kaufman. Montagem: Louis Chavance.
Música: Maurice Jaubert. Elenco: Michel Simon,
Dita Parlo, Jean Dasté, Gilles Margaritis, Louis Lefèvre.
“Aparentemente Vigo, dirigindo Michel Simon nesta cena, foi
por si só um espetáculo notável. Sempre explicando
suas intenções, fazendo ele próprio todos os
movimentos e dizendo todos os diálogos, o diretor obrigou
o ator a ensaiar várias vezes, até conseguir uma interpretação
perfeita. Só então dividiu a cena para a filmagem dos
planos. O resultado foi excepcional. Talvez seja ao mesmo tempo o
melhor momento de Vigo como diretor e de Simon como ator, ou antes, é o
morceau de bravoure mais impressionante da carreira de ambos, e a
sequência de L’Atalante onde a continuidade e o ritmo
atingem a perfeição. Sua importância para o conjunto é dar
pinceladas definitivas na personagem do Pai Jules ao introduzir um
certo mal-estar contra o qual Juliette reage.” (Jean Vigo,
SALLES GOMES, Paulo Emilio, Paz e Terra, 1984)
Sexta, 27 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
83 min.
SANGUE MINEIRO
35mm/16mm, 1939, p&b, 83 min.
Carmem, filha adotiva de um milionário mineiro, sofre uma
desilusão amorosa ao ver seu namorado beijando sua irmã.
Tenta o suicídio jogando-se em um lago, mas é salva
por dois jovens que a recolhem a uma fazenda e se apaixonam por ela.
Após encontro com sua irmã e seu ex-namorado, Carmem
os perdoa e aceita o pedido de casamento de um dos jovens.
Direção, Roteiro: Humberto Mauro. Produção: Homero Cortes Domingues, Carmen Santos e Agenor Cortes de Barros.
Fotografia: Edgar Brasil. Elenco: Carmen Santos,
Nita Ney, Maury Bueno, Luiz Soroa, Pedro Fantol, Máximo
Serrano, Augusta Leal, Rosendo Franco, Adhemar Gonzaga, Elie Soni,
Ernani de Paula
Sessão seguida do debate Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte,
com a presença de:
Adilson Inácio Mendes – Pesquisa a constituição
do estilo de Paulo Emilio Salles Gomes em Jean Vigo e sua maturidade
em Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte.
Pedro Plaza Pinto – Pesquisa a relação da figura
e da escrita de Paulo Emilio Salles Gomes na constituição
do cinema brasileiro moderno.
Roberto Moura – Diretor de cinema, pesquisador e professor
do curso cinema da UFF. É autor do estudo O Canto da Saudade:
a exaustão e a transcendência dos "mestres" na
obra de Humberto Mauro.
“Em suma, de fita para fita, Humberto Mauro se modernizava
de acordo com a orientação da escola de Cinearte que
coincidia, às vezes, com alguns de seus impulsos mais profundos,
notadamente na expressão da sensualidade. Como linguagem e
técnica – de acordo com as normas em vigor durante os últimos
do cinema mudo – a evolução de um filme para
o outro é precisa, rápida, surpreendente. Já foi
suficientemente examinado o abismo que separa Na Primavera da Vida
e O Thesouro Perdido. Nesse último a simplicidade linear da
construção segundo fórmulas consagradas no cinema
americano só é alterada pela abundância de primeiros
planos de mãos empenhadas nos mais diversos afazeres. Braza
Dormida nos coloca diante de uma arquitetura incrivelmente mais complexa
na qual, como vimos, Humberto se perdeu às vezes, mas conseguindo
sempre se sair bem. Na etapa de Sangue Mineiro o gosto por proezas
da construção era algo ultrapassado. A segurança
o conduziu a um maior rigor na utilização dos recursos
e a procurar uma estrutura que emanasse da história que tinha
para contar. O exemplo mais notável do domínio dos
meios de expressão na última fita cataguense de Humberto,
não se limita mais a esboçar uma paisagem, acompanhar
um deslocamento ou sublinhar um momento. Em Sangue Mineiro compete
frequentemente à câmara em movimento criar o espaço
onde se desenvolve o drama das personagens.” (Humberto Mauro,
Cataguases, Cinearte, SALLES GOMES, Paulo Emilio, Perspectiva, 1974)
Sábado, 28 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
73 min.
NITRATO
35mm, 1975, p&b, 20 min.
Filme estudantil que fala sobre cinematecas e clubes de cinema no
Brasil com depoimentos de personalidades como Jean-Claude Bernadet
e Paulo Emilio. Trata da precariedade da conservação
do material cinematográfico e
do passado da Fundação Cinemateca Brasileira e de seu
incêndio.
Direção: Alain Fresnot. Produção: Cinemateca
Brasileira, Cinemateca do MAM, Filmes da Matriz. Fotografia: Pedro
Farkas. Equipe de Realização: Adilson Ruiz, Alain Fresnot,
Carlos Rosset, Felipe Macedo e Pedro Farkas.
CINEMATECA BRASILEIRA
Beta, 2001, cor, 53 min.
Resgate histórico da instituição detentora de
um dos maiores acervos audiovisuais da América Latina, sobretudo
do cinema nacional. Ao reler sua tumultuada história a partir
da década de 40, passando pela importância do acervo
e restauração de películas, o programa acaba
por apresentar uma história compacta do cinema brasileiro
e seus autores consagrados.
Direção, Fotografia: Kiko Mollica. Roteiro: Ana
Paula Orlandi, Kiko Mollica e Tânia Caliari. Produção: Canal Brasil. Direção de Produção
e Pesquisa: Tânia Caliari. Montagem: Joana Leão. Contato: canalbrasil@globosat.com.br
(gentilmente cedido pelo Canal Brasil)
Sessão seguida do debate Paulo Emilio e a Cinemateca Brasileira,
com a presença de:
Carlos Roberto de Souza - Escritor, produtor e diretor, desde 1970
trabalha na Cinemateca Brasileira, tendo coordenado o Censo Cinematográfico
Brasileiro.
Hernani Heffner – Pesquisador, teórico e conservador
do acervo da Cinemateca do MAM.
“Muitas pessoas estranham a teimosia minha e de meus colegas
no trabalho pela instituição de uma Cinemateca Brasileira.
Algumas dão ao nosso comportamento uma interpretação
lisonjeira e falam de idealismo, simpático e vago. Outras
pensam que a obstinação em um fim não atingido
após duas décadas explica-se unicamente por um forte
grau de obtusidade. Na realidade a nossa ação é animada
pela certeza objetiva de que está na hora de existir uma cinemateca
no Brasil e pela convicção de que ela existirá hoje
ou amanhã, diretamente ou não ligada ao nosso empenho.” (Artigo
Cinemateca e Obstinação, Crítica de Cinema no
Suplemento Literário - volume 2, SALLES GOMES, Paulo Emílio,
Paz e Terra, 1981)
“
Esse tecido de lembranças de filmes brasileiros vistos ou
ouvidos recebe um singular reforço de filmes não vistos
nem ouvidos, porque decompostos, desaparecidos, perdidos pra sempre.
(…) Os oitenta anos do cinema brasileiro são isso, a
vontade de conhecer isso e a dificuldade. Comemorá-los seria
impedir de uma vez por todas que continue a crescer assustadoramente
o número de filmes perdidos.” (SALLES GOMES, Paulo Emilio,
Paulo Emilio: um intelectual na linha de frente, Brasiliense/ Embrafilme,
1986)
Domingo, 29 de maio, 20:00
CCBB – Sala de Cinema
98 min.
FALA BRASÍLIA
35mm, 1966, p&b, 12 min.
Documentário. A futura geração de habitantes
da jovem capital do Brasil, constituída por uma população
proveniente de todas as regiões do país – candangos
e funcionários públicos –, terá uma maneira
peculiar de falar, resultante dos diferentes modismos que ali se
misturam.
Direção: Nelson Pereira dos Santos. Produção: INCE. Fotografia: Dib Lutfi. Montagem: Alberto
Salvá. Escola: UNB.
A MORTE DA STRIP-TEASER
16mm/ VHS, 1969, p&b, 25 min., Brasil
Homem e mulher escutam a radionovela A Morte da Strip-teaser.
A história
que está sendo narrada pelo rádio, aparece no filme:
James da Silva, o agente secreto do subúrbio, impede a guerra
entre a boca do lixo e a parte decente da cidade, matando o delinquente
Dentinho de Ouro e a strip-teaser Mary Madalena. A radionovela é entremeada
por anúncios e merchandising.
Direção, Roteiro, Som: Eduardo Leone. Produção: Paulo H. Azevedo. Fotografia: Plácido
Campos Jr . Câmera: Aloysio Raulino. Montagem: Ismail Xavier. Elenco: Aparício
Silva, Fernando Benicasa, Dora Whitakes, Wanya Rosa, Lupe Cotrim. Escola: ECA-USP. Contato: Joel Yamaji, (11) 30914091, yamaji@usp.br
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO
16mm, 1972, p&b, 10 min.
Documentário sobre as escolas de Comunicação,
sua criação e seus
problemas.
Direção: Miguel Freire. Produção: Francisco
Varotto Basile. Fotografia, Som, Montagem: Alberto R. Cavalcanti.
Still: Tizuka Yamazaki. Letreiros: Walter Carvalho. Escola: UFF.
UM DRAMA CAIPIRA DEDICADO A CAIO SCHEIBY
35mm, 1973, p&b, 29 min.
Documentário sobre o movimento cinematográfico que
teve lugar na cidade de Campinas, interior do Estado de São
Paulo, entre 1923 e 1927, durante o qual foram realizados cinco filmes
de longa metragem e alguns documentários. Através de
depoimentos, iconografia e dos fragmentos de João da Matta
- o único filme ainda existente daquele núcleo produtor
- são sugeridos os mecanismos de produção, as
dificuldades com o mercado e o universo artístico perseguido
pelos participantes do movimento.
Direção,
Fotografia: Carlos
Roberto de Souza e José Carvalho
Motta. Roteiro, Produção: Carlos Roberto de Souza. Montagem: José Carvalho
Motta.
EU SOU VOCÊ, NÓS SOMOS
ELES
35mm, 1970, p&b, 2 min.
Um out-door onde se lê: "o que é bom para os EEUU é bom
para o Brasil". Em frente, dois homens armados, vestidos como
gangsters, andam de um lado para o outro. Um deles dispara sobre
o out-door e é atingido pelo outro que, em seguida, atira
na câmera.
Direção, Roteiro, Produção,
Montagem: Suzana Amaral. Fotografia: Djalma Limongi Batista. Escola: ECA-USP. Contato: Joel Yamaji, (11) 30914091, yamaji@usp.br
CINEMA PAULISTA: OVO DE CODORNA
16mm, 1974, p&b, 20 min.
Discussão a respeito do Cinema Marginal paulista. Confronto
entre depoimentos de alunos da ECA e opiniões dos próprios
cineastas, reunidos num bar da Boca-do-Lixo. Com a participação
de Romam Stulbach, Carlos Farah, Pio Zammuner, Toni Vieira, Ozualdo
Candeias, Sérgio Hingst e Daisy Celes.
Direção: Bernardo Vorobow. Fotografia,
Câmera: Aloysio Raulino. Montagem: Eduardo
Leone e Plácido Campos
Jr. Som: Jaime Covolan e Mário Masetti. Supervisão: Rudá Andrade e João
Batista Andrade. Escola: ECA-USP.
Contato: Joel Yamaji, (11) 30914091, yamaji@usp.br
Sessão seguida do debate Paulo Emilio e A Criação
dos Cursos Universitários de Cinema no Brasil, com a presença
de:
Nelson
Pereira dos Santos – Diretor de cinema,
foi um dos principais idealizadores do movimento Cinema Novo. Em
1965 integrou
o grupo de professores que fundaram o curso de cinema da UNB e em
1968 criou o curso de cinema da UFF.
Maurice Capovilla – Diretor de cinema e televisão, foi
professor na UnB, na ECA-USP e na Escola Internacional de Cinema
de Cuba. Em 1996, fundou o Instituto Dragão do Mar em Fortaleza.
Miguel Freire – Diretor e fotógrafo de cinema, foi aluno
da UnB, concluindo o curso na UFF. Professor da UFF desde 1973, atualmente é chefe
do departamento de comunicação.
Carlos Roberto de Souza – Aluno da ECA-USP, graduação
e mestrado. Escritor, produtor e diretor, desde 1970 trabalha na
Cinemateca Brasileira, tendo coordenado o Censo Cinematográfico
Brasileiro.
Mediador: Antonio Serra – professor e diretor do Instituto
de Artes e Comunicação da UFF.
“Eu não ensino. Minhas aulas são conversas através
das quais meus alunos e eu procuramos descobrir e construir coisas
em torno do cinema brasileiro.”
“
O instrumento básico para a aula é a projeção.
A fala contínua do professor terá vez quando significar
resposta a perguntas e vontade manifesta ou implícita dos
alunos em aprofundar e ampliar o instrumento. A matéria-prima
para as aulas são os filmes, e os textos indicados na bibliografia
básica.”
“
Temos que entender é que a didática fracassou. É preciso
não ser professor para hoje acreditar em didática.
Transmissão de conhecimentos é uma besteira. O conhecimento é uma
conquista, uma experiência, a ligação de uma
série de coisas que acontecem. O que o sujeito pode tentar é criar
uma atmosfera para que as coisas surjam e que as pessoas aprendam.
Inclusive esse vínculo entre ensino e aprendizado é um
desastre histórico, é um desastre do nosso tempo.”
(SALLES
GOMES, Paulo Emilio, trechos citados em Paulo Emilio no Paraíso,
MELO DE SOUZA, José Inácio, Record, 2002)
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